quarta-feira, 16 de julho de 2025

Carlos César (Em defesa do Património)

Carlos A. César


Carlos Augusto Corvelo César

nasceu a 9 de Outubro de 1951, na freguesia de S. Roque, Concelho de Ponta Delgada, filho de Irondina Corvelo César e de Aurélio Augusto César, viveu nesta freguesia até aos dez anos de idade onde frequentou o ensino primário. Por esta altura, mudou a sua residência para a cidade de Ponta Delgada, Rua Barão das Laranjeiras, Freguesia de S. Pedro – Calheta Pêro de Teive, frequentando o Curso Industrial, na Escola Industrial e Comercial de Ponta Delgada. Casou nesta Freguesia com Maria da Conceição Caetano César, tem dois filhos e quatro netos.

Cumpriu o serviço Militar obrigatório, com início em Janeiro de 1971, frequentando o curso de Sargentos Milicianos no Centro de Instrução de Sargentos Milicianos em Tavira e na Escola Prática de Engenharia em Tancos. Após a promoção a Furriel Miliciano, foi colocado no então Quartel General do Comando Territorial Independente dos Açores, sediado nesta ilha, passando à situação de disponibilidade em Abril de 1974, com um louvor atribuído pelo Chefe do Estado Maior, por proposta do Chefe da Delegação de Serviço de Fortificações e Obras Militares.



A sua carreira profissional foi toda desenvolvida na EDA - Empresa de Electricidade dos Açores e nas empresas que a antecederam, Federação dos Municípios da Ilha de S. Miguel e Empresa Insular de Electricidade, como quadro médio, com responsabilidades de chefia, na área de gestão de Redes de Alta e Baixa Tensão. Passa à situação de aposentado em 2003.




Foi Presidente da Comissão Instaladora para a criação da Arca – Associação dos Utentes da Casa de Saúde Nossa Senhora da Conceição e Presidente da Direcção desta Associação no período entre o ano de 2000 a 2004.











"O livro recua ao povoamento da Calheta, ano de 1450, percorre a sua importância Histórica no desenvolvimento de Ponta Delgada, o seu património imóvel, religioso, cultural e social, actos de coragem e bravura dos seus Pescadores, quer nos nossos mares, quer nos mares gelados da Gronelândia, na fauna da pesca do bacalhau. A obra procura, também, a razão pela qual todo este rico património Histórico foi soterrado.

É também, uma homenagem ao Professor Luciano Mota Vieira que, desde a primeira hora, defendeu, com determinação, a preservação da História, da Cultura e do pitoresco porto da Calheta Pêro de Teive."

Julgo que, em conjunto, Gráfica e as duas fotos que escolhi conseguimos um "hino" à nossa Calheta, a Calheta vista e perpectuada pelo Mestre Domingos Rebelo em 1938 e um pescador ao leme do bacalhoeiro na faina do bacalhau ano de 1950. A alegria de chegar ao seu porto, hoje, este pescador, choraria ao ver o que se fez no seu porto.

In: Correio dos Açores (07-12-2019)


Em 2014 lançou o seu primeiro livro, intitulado
 “Aurélio Augusto César Herói e Ilustre Açoriano”.

Um alerta (publicado no Correio dos Açores a 16-01-2020)




" A CONFRARIA DE SÃO PEDRO GONÇALVES "




Neste livro, através da “Confraria de S. Pedro Gonçalves” de Ponta Delgada, somos transportados por estes Corajosos Pescadores a percorrer o seu rico, heróico e exemplar percurso de vida! A História do povoamento da ilha de S. Miguel e, porque não, a História do povoamento dos Açores!

Homens de rosto enrugado, queimado pelo sol, com mãos fortes e calejadas pelo manuseamento das alfaias piscatórias, de olhar profundo, chapéu característico com pequena aba a proteger a testa e camisa colorida de flanela axadrezada! Foi assim que os conhecemos na década de sessenta do séc. XX, no porto da Calheta de Pêro de Teive.

 Unidos em fé à volta do seu Padroeiro, Corpo Santo de Tuy - São Pedro Gonçalves, desde meados do século XV, praticaram a piedade popular, a sociabilidade e a evangelização através do seu Santo, muito antes da criação da Diocese dos Açores.  

“Pela pia caridade de conseguirem o aumento da religião dos fiéis, e a salvação das almas…” é-lhes atribuída, pelo Papa Pio VII, indulgência plenária, por Bula Papal em 1819.

Em 1603, formalizam estatutariamente “A Confraria de S. Pedro Gonçalves de Ponta Delgada”, como “Monte Pio”, com o objetivo de proteger os seus Confrades no apoio social, na doença e espiritualmente, alcançando os melhores resultados. O século XIX e XX, por divergências políticas vindas do exterior, levou-os a atravessar o pior momento da vida da Confraria que veio a desaparecer por volta dos anos setenta do século XX.

Coincidência, ou talvez não, em nome do progresso, estes pescadores que tinham iniciado a sua actividade no lugar do Corpo Santo em Ponta Delgada, hoje, conhecido por Cais da Sardinha, foi neste mesmo local que em 1988 terminaram a sua actividade!

 

(Texto do autor do livro)




“A Confraria de São Pedro Gonçalves”


É uma obra que faz história de uma das mais antigas corporações profissionais conhecidas e que uniu os pescadores, quase desde o início do povoamento das ilhas e de Ponta Delgada em concreto.
O livro começa por escalpelizar as razões da criação da Confraria e vai às fontes mais longínquas a começar por Gaspar Frutuoso.


Carlos Augusto Corvelo César segue neste trabalho os “Estatutos da Corporação dos Maritimos sob a Invocação de San-Pedro Gonsalves da Cidade de Ponta Delgada, Ilha de San-Miguel. (Typ. da Persuasão, 1866”), um precioso documento que nos transporta à História desta Confraria e seus fins! O autor recheia o seu livro de preciosas citações da imprensa dos dois séculos anteriores, onde podemos ver a pujança e declínio da Confraria, como se faziam as suas festas, onde eram as suas sedes e como se procedeu às respectivas mudanças.


E tudo num estilo simples, agradável, mas ao mesmo tempo rigoroso e fiel à documentação obtida.
Inclui um capítulo sobre a “Nau”, o grande símbolo da confraria que saía nas procissões e que hoje se encontra em risco de se perder definitivamente. Magnífico acervo fotográfico, um verdadeiro libelo contra a incúria do poder e a indiferença da sociedade.


Carlos Corvelo César é também autor dos livros “Aurélio César, Herói e ilustre Açoriano”, em 2014 e “ Calheta de Pêro Teive – Pecado geracional”, em 2019.

In: Correio dos Açores




Na sua nota introdutória, Carlos Corvelo César, nascido na freguesia de São Roque, que deixou aos 11 anos para vir residir, com seus pais, em Ponta Delgada, confessa que nunca deixou de sentir um afecto especial pela terra natal e um entranhado carinho pelos artistas da música, muitas vezes, homens simples, com vidas duras e difíceis, mas que aos Domingos e dias de festa se transformavam e garbosos, davam vida e som às procissões e arraiais. Por isso mesmo, reafirma que “neste trabalho esperamos humildemente, conseguir honrar a história da filarmónica Lira de São Roque, e todos, mas todos, independentemente da sua responsabilidade ou função, que criaram e trouxeram até aos dias de hoje tão nobre associação que muito honra a filarmonia e a freguesia de São Roque”.

 

(Texto parcial de Santos Narciso.)



lançamento do livro “Londrina”, em homenagem aos 50 anos de dedicação do Carlos Sá à emblemática loja de roupa da cidade de Ponta Delgada, da qual é proprietário.
Um reconhecimento à simpatia e ao bem receber do Carlos e à sua capacidade de se reinventar, todos os dias, combatendo as dificuldades do comércio tradicional e da sazonalidade dos ciclos económicos, do autor Carlos Corvelo César.
Um grande abraço.
Paulo Moniz





Foi uma grande honra para mim, o convite do Presidente da Junta de Freguesia de S. José, senhor Jorge Oliveira, para escrever um livro narrando a História da Banda “União Fraternal” de forma, a complementar o “Núcleo Museológico” com o acervo desta Banda que será inaugurado no próximo dia 17 às 18H00 no “Edifício Multiusos”, sito à Rua João do Rego de Cima, nº 100 B.

Está de parabéns a Junta de Freguesia de S. José, pela preservação de tão rico e nobre espólio que é História de uma Banda, que honrou a cultura musical, social e profana da Freguesia, da Ilha e dos Açores!









No dia 26 de Junho, pelas 18H30, na sede da Junta de Freguesia de São Pedro, de Ponta Delgada, aconteceu um momento de homenagem e memória à histórica banda Rival das Musas, agora em livro de Carlos Augusto Corvelo César que me deu a honra de fazer a sua apresentação. Fica o convite a quantos possam e desejem estar presentes, neste momento de convívio cultural, integrado nas festas de São Pedro. Com o meu abraço de reconhecimento, fica a notícia publicada nos jornais Correio e Diário dos Açores.
Integrado no programa das festas da Freguesia de São Pedro, vai ser apresentado esta sexta-feira, dia 26 de Junho, o livro “Sociedade Artista Micaelense – Banda Rival das Musas”, de Carlos Augusto Corvelo César, que, depois de já ter feito o mesmo com a Banda União Fraternal, de Ponta Delgada, e Banda Lira de São Roque, agora ressuscita preciosas memórias históricas da carismática banda de Ponta Delgada que teve a sua última sede, até meados da década de noventa do século XX, na Rua Ernesto do Canto.

A obra, editada pela Junta de Freguesia, presidida por José Manuel Leal, vai ser apresentada pelo jornalista Santos Narciso, Director-Adjunto do Correio dos Açores e antigo Presidente da
Assembleia de Freguesia de São Pedro, e que falará sobre a importância cultural e histórica das filarmónicas nos Açores, a origem de alguns dos seus nomes e os momentos mais marcantes
do livro que é um verdadeiro tesouro de recortes da imprensa local do século XX e XX, sobre a Rival das Musas, a banda pioneira em fazer verbenas, nos jardins da sua sede inicial, na Rua dos Mercadores, onde mais tarde foi sede da Câmara do Comércio de Ponta Delgada.

Texto de Santos Narciso (adaptado).






Também no início do século XX, a Rival das Musas foi pioneira no
intercâmbio musical com a Ilha Terceira, bem documentado em
recortes de jornal da altura. E o livro, em si, valeria pela
“ressurreição” do célebre e longo discurso do Dr. João Bernardo
Oliveira Rodrigues, no centenário da Banda, em 1971 e arquivado
na Revista Ínsula.
A obra fica também como homenagem a Monsenhor José Baptista
Ferreira, um dos grandes impulsionadores, mentores e defensores
da banda, até à sua malograda morte num acidente, em 1984.











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