domingo, 16 de janeiro de 2022

Peter Francisco (1760-1831)



Peter Francisco

(Pedro Francisco Machado)


Nasceu no Porto Judeu, Concelho de Angra do Heroísmo, ilha Terceira, a 9 de Julho de 1760 e faleceu em Richmon, Estados Unidos da América, a 16 de Janeiro de 1831. Referido como Peter Francisco nos EUA, destacou-se como herói na Guerra da Independência dos EUA.




Conhecido como "O Gigante da Virgínia", o "Gigante da Revolução" e, ocasionalmente, como o "Hércules da Virgínia", é homenageado pela comunidade portuguesa em New Bedford (Massachusetts) a 15 de Março.


Lutou ao lado de George Washington e do marquês de Lafayette, tendo sofrido numerosos ferimentos em combate, em defesa da independência de sua pátria de adopção.





A sua biografia está cercada de uma aura de lenda, sendo-lhe atribuídos feitos extraordinários. As suas origens são relativamente obscuras. Foi encontrado em tenra idade (presumivelmente cinco anos), uma tarde em 23 de Junho de 1765, a chorar, nas docas de City Point, na Virgínia. Quando se acalmou o suficiente para falar, percebeu-se que não falava o inglês e sim uma língua parecida com o português. Embora nada possuísse que o identificasse, as suas roupas eram de boa qualidade e, na fivela do cinto, liam-se as iniciais "P.F.".
Eventualmente foi capaz de contar a sua história: afirmou que "estava num local lindo com palmeiras, a brincar com a sua pequena irmã, quando dois homens grandes apanharam ambos. A irmã conseguiu libertar-se dos captores mas o menino não, e foi levado para um navio grande que acabou por conduzí-lo a City Point.

Certidão de Baptismo


Sobre as suas origens, o investigador John E. Manahan identificou que, nos registos de nascimentos da ilha Terceira, nos Açores, existe um Pedro Francisco nascido em Porto Judeu, a 9 de Julho de 1760.
A criança foi acolhida pelo juiz Anthony Winston, de Buckingham County na Virgínia, um tio de Patrick Henry. Quando atingiu idade suficiente para trabalhar, foi instruído como ferreiro, devido ao seu enorme tamanho e força (ultrapassou os 1,98 metros e pesava cerca de 120 kg). O escritor Samuel Shepard, que observou o jovem no seu trabalho, registou:

"Os seus ombros são como os de uma antiga estátua, como uma figura da imaginação de Miguel Ângelo, como o seu Moisés mas não como David. A sua queixada é longa, forte, o nariz imponente, a inclinação da testa parcialmente ocultada pelo seu cabelo negro de aspecto desgrenhado. A sua voz era suave, surpreendendo-me, como que se um touro ganisse."

Com os rumores de secessão alastrando-se entre a população da Virgínia, Francisco alistou-se aos 16 anos no 10º Regimento da Virgínia. Estava presente, junto à igreja de St. John em Richmond, quando Patrick Henry fez o seu famoso discurso "Liberdade ou Morte". Em Setembro de 1777, serviu sob o comando do general George Washington em Brandywine  na Pensilvânia, onde as forças dos colonos tentaram deter o avanço de 12.500 soldados britânicos que avançavam em direcção à Filadélfia. Não está claro se foi nesse momento que o jovem Francisco salvou a vida a Washington, apesar de se reconhecer que o jovem foi aqui alvejado. Alguns relatos afirmam que ele se tornou guarda-costas pessoal do general, enquanto outros dão conta de que ele era apenas um soldado agressivo e vigoroso, que lutou a seu lado.

Foi Washington quem determinou que uma espada especial, adequada ao seu tamanho, fosse criada para Francisco. Foi esta espada, com 6 pés (1.82m) de comprimento, que aterrorizou os britânicos. Washington terá eventualmente se referido posteriormente a Francisco:

 "Sem ele teríamos perdido duas batalhas cruciais, provavelmente a guerra e, com ela, a nossa liberdade. Ele era verdadeiramente um Exército de um Homem Só."






Após servir nesta comissão por três anos, Francisco realistou-se e combateu numa das maiores derrotas sofridas pelas forças dos colonos no conflito.





Na batalha de Camden (16 de Agosto de 1780), terá realizado um dos seus mais famosos feitos, quando, após os colonos se terem retirado diante dos britânicos, deixando no terreno uma imensa peça de artilharia com aproximadamente 1000 libras, afirma-se que Francisco a colocou às costas e a terá transportado para que não caísse nas mãos do inimigo. Em homenagem a esse feito, os correios dos Estados Unidos emitiram em 1974 um selo comemorativo.
Em pouco tempo, as histórias a respeito de Francisco foram sendo espalhadas e as suas histórias de bravura e vigor foram divulgadas em muitos jornais e romances à época, inspirando ânimo e incentivando a resistência entre as forças dos colonos.
Embora a maior parte dessas histórias careça de fontes documentais, Frances Pollard, da Virginia Historical Society, que apresentou uma exposição sobre o conflito que incluiu uma secção sobre Francisco com o colete gigante que costumava usar, afirmou:

"Acho que uma das coisas que tive dificuldade em documentar foi a sua participação em muitas das batalhas onde realizou feitos históricos. Nunca consegui separar a lenda dos factos, nem encontrar provas da sua participação em algumas destas batalhas. Acho que existe alguma mitologia associada a alguém com aquele tamanho tão fora do vulgar."

Posteriormente, em 1850, o historiador Benson Lossing registou no "Pictorial Field Book of the Revolution" que

 "um bravo virginiano deitou abaixo 11 homens de uma só vez com a sua espada. Um dos soldados prendeu a perna de Francisco ao seu cavalo com uma baioneta. E enquanto o atacante, assistido pelo gigante, puxava pela baioneta, com uma força terrível, Francisco puxou da sua espada e fez uma racha até aos ombros na cabeça do pobre coitado!"

Mais tarde, enquanto se recuperava, Francisco tornou-se amigo de Lafayette.



Francisco sofreu mais seis ferimentos enquanto a serviço do seu país, tendo morto um número incerto de britânicos e sido condecorado ao final do conflito por generais estadunidenses que se certificaram de que ele estava presente na rendição do general Charles Cornwallis e dos britânicos em Yorktown, a 19 de Outubro de 1781.
De acordo com a tradição, após o conflito, devido às lendas criadas em torno de si, muitos aventureiros foram ao seu encontro para testarem a sua força. Neste período foi apelidado de "o homem mais forte da América", enquanto as crianças aprendiam sobre a sua forças e bravura nas escolas primárias do novo país.
Eventualmente tornou-se um homem abastado, sendo nomeado beleguim da Câmara de Representantes da Virgínia, mantendo-se uma figura lendária até à sua morte. Foi sepultado com honras militares no Cemitério Shockoe Hill em Richmond, na Virgínia.
A 18 de Janeiro de 1831, o periódico "Richmond Enquirer", anunciou a sua morte:

 "Exmo. Sr. Peter Francisco, beleguim da Câmara de Representantes e soldado da Guerra da Revolução Americana, enaltecido pela sua coragem intrépida e pelos seus feitos brilhantes."

Uma capa de uma edição de 2006 da "Military History" levantou uma questão de retórica que sugeria que ele poderia ter sido o maior soldado da história americana. A seu respeito, Joseph Gustaitis, na American History Magazine, referiu:

"Um Hércules de 6 pés e meio de altura que empunhava um sabre de seis pés de comprimento, Peter Francisco foi provavelmente o soldado mais extraordinário da Guerra da Revolução Americana".

    quinta-feira, 6 de janeiro de 2022

    Dia de Reis (6 de Janeiro)




    6 de Janeiro a Igreja celebra a adoração dos Reis Magos, conhecida como Epifania. Popularmente a ocasião é aproveitada para cantar os Reis, por ranchos que vão de porta em porta, desejar um bom ano. A tradição resiste na ilha Terceira.

    A tradição do cantar os Reis ou Janeiras, perde-se no escuro dos tempos. Nos Açores há referências escritas e seguras a esta tradição popular para o séc. XVIII, no caso da ilha Terceira.





    Como muitas tradições semelhantes, esta quase se perdeu com os ventos do 25 de Abril de 1974, mas aos poucos foi sendo recuperada. E hoje, na Terceira, depois de alguns grupos de danças e cantares tradicionais terem feito pesquisa, é possível ouvir as modas que compunham a actuação dos ranchos de Reis. Esse trabalho resultou numa reprodução quase fiel das toadas que se ouviam na primeira metade do séc. XX.

    José da Lata (José Martins Pereira) proeminente cantador e tocador popular da primeira metade do séc. XX. A ele se deve o incremento das danças e cantares tradicionais da Terceira.

    José da Lata (na foto) e Manuel Valentim, acompanhados com alguns músicos da Terra Chã, faziam cumprir esta tradição, visitando famílias amigas por todas as freguesias. Outros ranchos se faziam também ouvir ao redor da ilha.

    Rancho de "Reises" do grupo de folclore MODAS DA NOSSA TERRA, da ilha Terceira. Uma das raras representações dos ranchos de antigamente, obedecendo em tudo à tradição, desde as vestes até às modas que eram interpretadas.

    Hoje, a tradição só não é o que era, como descambou, misturando em desfiles organizados por câmaras municipais, os verdadeiros (poucos) ranchos de Reis, com grupos de igreja que vêm à rua, no mesmo dia, entoar cânticos de louvor à virgem e ao Menino Jesus, fora do contexto dos ranchos tradicionais. 




    Por muito boa que fosse a intenção das Câmaras Municipais na promoção da tradição (e a da Praia da Vitória, por exemplo, a um tempo, foi louvável), a verdade é que os desfiles de ranchos transmitem uma imagem errada da mesma. Estes ranchos (os verdadeiros) cantam à porta da moradia e não são objecto de desfile. Talvez que as câmaras pudessem virar a página promovendo a recuperação da tradição genuína e incentivar os grupos a actuarem em cenário natural, de porta em porta. Seria uma valorização assinalável desta bonita manifestação.



    Os ranchos de Reis eram compostos só por homens, trajando roupa costumeira e cobertos do frio com um xaile negro e chapéu. Na mão, levavam um bordão. Uns cantavam e outros tocavam. Um deles levava a candeia que alumiava nas ruas e canádas escuras, por onde o rancho passava. Em muitos casos, um cão precedia o grupo e dava o primeiro sinal de chegada. As modas eram sempre as mesmas e saudavam os donos da moradia, desejando um bom ano, pedindo licença para entrar, dançando no meio da casa e despedindo-se com a promessa de voltar no ano seguinte.


    As velhas e características toadas eram magistralmente interpretadas a três vozes, sendo uma delas muita aguda, exigindo uma potente garganta. A esta o povo chamava a” voz de tripa”. No meio da casa havia iguarias e bebidas também tradicionais, para retemperar as forças e encorajar o rancho a partir para outra visita. Para o povo era uma honra receber os Reis.



    Finalmente, uma referência para a preservação da tradição no sul do Brasil, para onde foi replicada pela grande vaga de emigração dos Açores para Santa Catarina e Rio Grande do Sul. Hoje persistem naquelas paragens os “terno de Reis”, com a mesma composição, versos e toadas levadas há 250 anos! Por aqui se vê a antiguidade de uma das mais genuínas tradições populares da Terceira e dos Açores.

    Texto de Victor Alves in FB









    A HISTÓRIA DOS REIS MAGOS










    Quem foram os Reis Magos?

    A história dos reis magos é narrada na Bíblia, no Evangelho de S.Mateus. A descrição presente na Bíblia não apresenta detalhes sobre eles, refere a sua origem como sendo o Oriente. Não é possível confirmar que tenham existido.

    Os reis viram uma estrela, a estrela de Belém e foram guiados até ao local onde se encontrava Jesus. Ao encontrarem Jesus ofereceram-lhe três presentes: ouro, mirra e incenso.
    Mas estamos mesmo a falar de reis?

    A Bíblia não os designa como reis . Utilizam-se os termos “magos”, “sábios”, “homens que estudavam estrelas". O termo “magos” poderia ser uma referência a homens estudiosos, a astrónomos.
    Na tradição cristã designam-se os magos como reis. Os historiadores não sabem explicar como tal aconteceu e nem o momento específico, mas acredita-se que a utilização de “reis” para referir-se aos magos terá acontecido entre o final da Antiguidade Clássica e o início da Idade Média.



    Qual a origem dos magos?

    A Bíblia refere que os magos vinham do Oriente, um documento escrito por um Doutor da Igreja de meados do século VII, São Beda, o Venerável, menciona os locais de origem dos magos. Estes locais são: Ur, na terra dos Caldeus, para o caso de Melchior (também conhecido como Belchior); regiões próximas do Mar Cáspio para Gaspar, e proximidades do Golfo Pérsico para Baltasar. Segundo esse relato, os magos são originários da Babilónia, Pérsia e Arábia, mas, certezas não existem. Para São Beda, assim como para os demais Doutores da Igreja que falaram deles, os magos representavam três raças humanas, em idades diferentes.


    Os magos eram mesmo três?

    Também não se sabe. Foram oferecidos três presentes a Jesus e a tal facto associou-se a ideia de 3 magos. Existem estudos realizados em documentos antigos que sugerem a existência de outros magos, no entanto tal não pode ser confirmado. Existem relatos que referiam que os magos eram doze, assim como os apóstolos, outros sugerem que eles eram quatro.


    Os restos mortais dos reis magos estão em Colónia?

    Quem visita a catedral de Colónia, na Alemanha,é informado de que ali repousam os restos dos reis magos. De acordo com uma lenda medieval, teria ocorrido um reencontro dos magos mais de 50 anos depois do primeiro Natal, na Turquia, onde viriam a falecer. Posteriormente os seus corpos foram levados para Milão, onde permaneceram até o século XII, quando o imperador germânico Frederico Barba - Roxa levou os restos mortais para Colónia.



    E qual o significado dos presentes oferecidos?

    A Bíblia refere que os magos levaram ouro, incenso e mirra quando visitaram Jesus Cristo. Todos estes presentes têm um simbolismo: o primeiro, evidentemente, corresponde a um rei; o incenso é usado no sacrifício a Deus; a mirra, embalsama os corpos dos mortos. Ao oferecer ouro a Jesus, os magos estavam a mostrar que o consideravam “rei dos judeus”. O incenso simboliza a seiva da vida e os aromas com que os crentes costumavam orar. Quanto à,mirra é uma erva, produzida por uma árvore com espinhos africana. Era usada para curar feridas e também na prática do embalsamamento no Egito. Quando Jesus foi crucificado, a mirra terá sido usada para embalsamar o seu corpo.



    Fonte: Blogue Estórias da História


    Nos dias que correm todo o cuidado que possamos ter é pouco.


    Segundo a DRS Açores, os últimos dados divulgados sobre o COVID-19 (2022) foram estes:
    Dia 6 de janeiro - Açores 365 casos, dos quais 78 na Terceira
    Dia 5 de janeiro - Açores 523 casos, dos quais 234 na Terceira
    Dia 4 de janeiro - Açores 219 casos, dos quais 6 na Terceira
    Dia 3 de janeiro - Açores 179 casos, dos quais 33 na Terceira
    Dia 2 de janeiro - Açores 96 casos, dos quais 20 na Terceira
    Dia 1 de janeiro - Açores 392 casos, dos quais 104 na Terceira






    sábado, 1 de janeiro de 2022

    Sismo d'oitenta (42 anos)





    Sismo dos Açores de 1980

    Saltar para a navegaçãoSaltar para a pesquisa
    sismo dos Açores de 1980, ou sismo d'oitenta, foi um sismo que ocorreu às 15H42 (hora local) do dia 1 de Janeiro de 1980, no qual entre seis a sete dezenas de pessoas faleceram e mais de 400 ficaram feridas, causando sérios danos na Ilha Terceira e afectando Graciosa e São Jorge. Com uma magnitude de 7.2 na escala de Richter, também se fez sentir nas ilhas do Pico e Faial, resultando numa fractura de deslize, algo típico no historial de sismos do Arquipélago dos Açores.



    Depois do sismo, o então Presidente da República Portuguesa António Ramalho Eanes anunciou três dias de luto nacional, enquanto os esforços de ajuda humanitária, iniciados pela Força Aérea Portuguesa foram rapidamente enviados ao local por agências governamentais.


    Geologia



    Três décadas antes, outro grande sismo havia atingido a região do arquipélago, e este era o maior sismo desde então. De origem vulcânica, os Açores situam-se numa área tectonicamente complexa de ambos os lados da cordilheira mesoatlântica, entre os limites das placas euro-asiática e africana, formando a sua própria microplaca. O sismo de 1980 foi o resultado de um movimento ao longo de uma falha tectónica.


    Quando as réplicas do sismo cessaram, deu-se início ao estudo do acontecimento, uma deformação que deu origem ao evento. O movimento da crosta foi semelhante aos sismos anteriores que haviam atingido o arquipélago. Para estes sismos, os cientistas determinadas que o plano nodal era o responsável, tendo em consideração o corte no lado direito.


    Todas as falhas nesta área são orientadas para o deslizamento numa grande escala. Devido a esta pesquisa, a informação recolhida aponta agora para que o vulcanismo dos Açores seja controlado pelo movimento dos sismos.


    Na Ilha Terceira, a mais afectada pelo sismo, os sismos mais destruidores ocorreram desde o século XVI, destacando-se os sismos de 1547, 1614, 1841 e este de 1980.

    Danos e baixas

    O sismo ocorreu às 15h42 (hora local) do dia 1 de Janeiro de 1980, foi de magnitude 7.2 na escala de Richter e deu-se a cerca de 35 quilómetros a su-sudoeste de Angra do Heroísmo. Isso causou danos consideráveis em três ilhas: Terceira, São Jorge e Graciosa, destruindo vários edifícios. De acordo com os relatórios locais, cerca de 70% das casas da Ilha Terceira foram demolidas, incluindo o centro histórico da cidade de Angra do Heroísmo. 


    Em termos gerais, os edifícios públicos como as sedes governamentais permaneceram intactos, as igrejas, embora, na maioria dos casos, tenham permanecido de pé sofreram danos muito significativos, enquanto outros edifícios cederam. Serviços essenciais, como a electricidade e a água, ficaram cortadas em várias áreas.



    Inicialmente, o numero de mortes foi fixado em 52, mas posteriormente contabilizou-se 61 e, mais tarde ainda, 73. Além disso, foram contabilizadas cerca de 300 pessoas feridas, embora posteriormente o número tenha ultrapassado as 400.



    Pelo menos vinte mil pessoas ficaram desalojadas, e danos menores foram registados nas ilhas do Pico e do Faial. Na Base Aérea das Lajes, onde se encontra colocada a Força Aérea Portuguesa, um destacamento da Força Aérea dos Estados Unidos e, na época, um destacamento da Marinha dos Estados Unidos, não houve nenhuma baixa e os danos foram mínimos.



    Esforços de socorro

    A Força Aérea Portuguesa, a Marinha dos Estados Unidos e a Força Aérea dos Estados Unidos, estacionados na base das Lajes, trabalharam em ajuda às populações locais, abrigando mais de 150 famílias; a Força Aérea Portuguesa levaram mantimentos e bens essenciais às vítimas do sismo, enquanto a corveta João Coutinho da Marinha Portuguesa levou médicos para o local. O Presidente da República, Ramalho Eanes, voou num avião até ao local, acompanhado por pessoal médico e suprimentos.


    Os funcionários locais, incluindo a PSP, Guarda Fiscal, Bombeiros e o RIAH (Regimento de Infantaria de Angra do Heroísmo) abriram caminhos e limparam vias de circulação para a passagem de meios de transporte com suprimentos e pessoal médico. Em resposta ao sismo, estes funcionários públicos também estiveram envolvidos na busca de sobreviventes nos escombros. Imediatamente após o desastre, foram instaladas tendas para substituir temporariamente as casas destruídas para aproximadamente 200 famílias. Casas portáteis também foram construídas pelo projecto People and Prople International, o que resultou em mais 100 abrigos.


    Três dias de luto nacional foram declarados por Ramalho Eanes. Depois dos esforços de socorro às populações, dezanove estações sismográficas foram instaladas pela região para monitorizas as actividades sísmicas. Onze destas instalações foram usadas para monitorizar a actividade sísmica, enquanto as outras oito também serviam para a recolha de informações sobre as áreas geotérmicas.
    O sismo ajudou a que centenas de pessoas das ilhas decidissem emigrar para os Estados Unidos.
    In: Wikipédia

    O Pe. Francisco Dolores, então Pároco de Santa Bárbara,
    divulgada, através desta carta, os cuidados a ter após-sismo.

    O jornalista João Manuel Aranda e Silva, na edição de Junho/Agosto de 1980, no Jornal do Exército (Regimento de Infantaria de Angra do Heroísmo), escrevia, detalhadamente, a sua vivência do terramoto e  o seu conhecimento histórico sobre a fortaleza de São João Batista.










    (Vídeo - clicar)


    (Vídeo - clicar)


    40 anos depois.






    Feliz Ano Novo (2022)













    FELIZ ANO NOVO
    (que 2022 não seja uma desilusão*)

    *As imagens inseridas são ilusões.

    A celebração do evento é também chamado reveillon, termo oriundo do verbo francês réveiller, que em português significa "DESPERTAR".








    A passagem de Ano Novo é o fim de um ciclo, início de outro. É um momento sempre cheio de promessas. E os rituais alimentam os sonhos e dão vida às celebrações. No mundo inteiro o Ano Novo começa entre fogos de artifício, buzinadas, apitos e gritos de alegria. A tradição é muito antiga e, dizem, serve para espantar os maus espíritos. As pessoas reúnem-se para celebrar a festa com muitos abraços.

    Vestir uma peça de roupa que nunca tenha sido usada combina com o espírito de renovação do Ano Novo. O costume é universal e aparece em várias versões, como trocar os lençóis da cama e usar uma roupa de baixo nova.







    O ano novo só se consolidou na maioria dos países há 500 anos. O tradicional Réveillon comemorado na maioria dos países na passagem do dia 31 de Dezembro para o dia 1.º de Janeiro é relativamente recente. As comemorações de Ano Novo variam de cultura a cultura, mas universalmente a entrada do ano é festejada mesmo em diferentes datas. O nosso calendário é originário dos romanos com a contagem dos dias, meses e anos. Desde o começo do século XVI, o Ano Novo era festejado em 25 de Março, data que marcava a chegada da primavera. As festas duravam uma semana e terminavam no dia 1.º de Abril.







    O Papa Gregório XIII instituiu o 1.º de Janeiro como o primeiro dia do ano, mas alguns franceses resistiram à mudança e quiseram manter a tradição. Só que as pessoas passaram a pregar partidas e ridicularizar os conservadores, enviando presentes estranhos e convites para festas que não existiam. Assim, nasceu o Dia da Mentira, que é a falsa comemoração do Ano Novo.











    A primeira comemoração conhecida, ocorreu na Mesopotâmia por volta de 2.000 AC. Na Babilónia, a festa começava na lua nova indicando o equinócio da primavera, ou seja, um dos momentos em que o Sol se aproxima da linha do Equador período em que os dias e noites tem a mesma duração. No calendário actual, isto ocorre em meados de Março (mais precisamente em 19 de Março, data que os espiritualistas comemoram o ano-novo esotérico).



    Os assírios, persas, fenícios e egípcios comemoravam o ano novo no mês de Setembro (dia 23). Já os gregos, celebravam o início de um novo ciclo entre os dias 21 ou 22 do mês de Dezembro.

    Os romanos foram os primeiros a estabelecerem um dia no calendário para a comemoração desta grande festa (753 AC – 476 DC). O ano começava em 1.º de Março, mas foi trocado em 153 AC para o 1.º de Janeiro e mantido no calendário Juliano, adoptado em 46 AC. Em 1582 a Igreja consolidou a comemoração, quando adoptou o calendário gregoriano.



    A comemoração ocidental tem origem num decreto do governador romano Júlio César, que fixou o 1.º de Janeiro como o Dia do Ano-Novo em 46 AC. Os romanos dedicavam esse dia a Jano, o deus dos portões. O mês de Janeiro, deriva do nome de Jano, que tinha duas faces - uma voltada para frente e a outra para trás.




    Alguns povos e países comemoram em datas diferentes. Ainda hoje, na China, a festa da passagem do ano começa em fins de Janeiro ou princípio de Fevereiro. Durante os festejos, os chineses realizam desfiles e shows pirotécnicos. No Japão, o ano-novo é comemorado do dia 1 de Janeiro ao dia 3 de Janeiro.




    A comunidade judaica tem um calendário próprio e sua festa de ano novo ou Rosh Hashaná, – “A festa das trombetas” -, dura dois dias do mês Tishrê, que ocorre em meados de Setembro ao início de Outubro do calendário gregoriano.
    Para os islâmicos, o ano-novo é celebrado em meados de Maio, marcando um novo início. A contagem corresponde ao aniversário da Hégira (em árabe, emigração), cujo Ano Zero corresponde ao nosso ano de 622, pois nesta ocasião, o profeta Maomé, deixou a cidade de Meca estabelecendo-se em Medina.






    Feliz 2022!




    Que se tenham despedido do ano velho com muita alegria e recebam o novo ano com muita esperança.