domingo, 27 de setembro de 2020

Vulcões Açorianos




1957 - Vulcão dos Capelinhos (Faial)



VULCÕES AÇORIANOS







Existem actualmente 26 vulcões activos nos Açores. Dezoito em terra e oito submersos.



Segundo o Centro de Vulcanologia e Avaliação de Riscos Geológicos da Universidade dos Açores, esta classificação designa tanto os sistemas vulcânicos com potencial para entrar em erupção como os que registaram actividade nos últimos 10 mil anos.

São 26 os vulcões activos no arquipélago açoriano, segundo a classificação do Centro de Vulcanologia e Avaliação de Riscos Geológicos do Observatório Vulcanológico e Sismológicos da Universidade dos Açores (UA).

Este organismo baseia-se na interpretação do “Catalogue of the Active Volcanoes of the World (CAVW)” que denomina um vulcão ou sistema vulcânico activo como aquele que se encontra em erupção ou que tem potencial para entrar em erupção, incluindo todos os que registaram actividade durante o Holocénico, ou seja, há 10.000 anos atrás.

Geoparque - FAIAL


Geoparque - PICO


Geoparque - FLORES



Geoparque - SÃO MIGUEL

Entre os 26 sistemas vulcânicos activos nos Açores, dezoito localizam-se em terra e oito são submarinos.

Por ilhas, São Miguel é a ilha com mais vulcões activos, possuindo cinco fenómenos desta natureza, designadamente o vulcão Sete Cidades, o sistema vulcânico fissural dos Picos e do Congro, o vulcão Água de Pau (Fogo) e o vulcão Furnas.

Logo a seguir, o Faial, e a Terceira possuem três vulcões com actividade.

Além do sistema vulcânico localizado na Horta e no Capelo, há ainda a registar o vulcão da Caldeira do Faial.

Furna do Enxofre - GRACIOSA



Na Graciosa existe o sistema vulcânico da Vitória e o vulcão Caldeira da Graciosa; em São Jorge o sistema de Manadas; nas Flores, o sistema vulcânico das Lagoas; no Pico, além do vulcão com o nome da ilha, que constitui o ponto mais elevado do país, existe ainda um sistema vulcânico fissural; e na mais pequena ilha, o vulcão do Corvo.



Serra de Santa Bárbara (Terceira)

Geoparque - Terceira e Graciosa

    
Terceira vulcânica

Na ilha Terceira, além do vulcão Santa Bárbara e do Pico Alto, está identificado um sistema vulcânico fissural da Terceira, que atravessa toda a ilha segundo a orientação geral oeste/noroeste, desde o flanco noroeste do Vulcão de Santa Bárbara até à extremidade Sudeste da mesma, apresentando uma zona axial com cerca de dois quilómetros de largura.

Segundo o Centro de Vulcanologia e Avaliação de Riscos Geológicos, o segmento activo deste sistema vulcânico situa-se na região central da ilha, onde se observam diversos alinhamentos definidos pela presença de falhas e fracturas.

“Nos últimos 10.000 anos ocorreram cerca de 12 erupções sendo a mais recente a erupção histórica de 1761 durante a qual foram formados os cones de escórias do Pico do Fogo e do Pico Vermelho e produzidas as escoadas lávicas que avançaram até à freguesia dos Biscoitos”.






Assim, além do Vulcão dos Cinco Picos, que corresponde a um antigo vulcão central com caldeira, cujos flancos NE e SW, ainda preservados, definem a Serra do Cume e Serra da Ribeirinha, respectivamente, estão ainda identificado o Vulcão Guilherme Moniz; o Vulcão do Pico Alto; o Vulcão de Santa Bárbara; e o Graben das Lajes.

Guilherme Moniz (Terceira)



Vulcões submersos

Vulcão submarino
Serreta (Ilha Terceira
)
Também debaixo do mar, os Açores possuem vulcões activos, ao todo, conforme referido, oito: o sistema vulcânico submarino do Esporão do Mónaco, da Sabrina, Afonso Chaves, D. João de Castro, da Crista João Valadão, da Crista da Serreta, das Velas e do Cachorro.
Toda esta geomorfologia açoriana reflecte a localização única das ilhas: “o arquipélago dos Açores localiza-se na zona onde contactam as placas litosféricas americana, eurasiática e africana, facto que se traduz na existência de importantes sistemas de fracturas nesta região do Atlântico Norte. Por outro lado, na vertical dos Açores, a alguns quilómetros de profundidade, existem condições para se gerar magma. Este peculiar enquadramento geodinâmico reflecte-se na actividade sísmica e vulcânica registada na região”.

Desde o início do seu povoamento, no século XV, refere o Centro de investigação, que os sismos e erupções vulcânicas marcaram o arquipélago.

“Importantes movimentos de massa, quer associados a terramotos ou a erupções vulcânicas, quer gerados na sequência de condições meteorológicas extremas ou simples processos de erosão costeira, têm igualmente afectado as diversas ilhas”.




Centro de vulcanologia

O Centro de Vulcanologia e Avaliação de Riscos Geológicos (CVARG) constituído estatutariamente em 1997, é uma unidade pluridisciplinar de investigação da UA, fazendo parte do CIVISA – Centro de Informação e Vigilância Sismovulcânica dos Açores.
O CVARG é membro da World Organization of Volcano Observatories (WOVO) e parceiro da Fundação Gaspar Frutuoso (FGF), sendo as suas atividades dirigidas para a prevenção e da previsão de desastres, catástrofes e calamidades naturais, privilegiando a cooperação técnica e científica nacional e internacional no domínio da Vulcanologia e dos fenómenos associados, incluindo erupções vulcânicas, sismos, explosões de vapor, libertação de gases tóxicos, movimentos de massa e maremotos, entre outros.




Humberta Augusto
haugusto@auniao.com



Lagoa do Fogo (São Miguel)

LAGOA DO FOGO

A Lagoa do Fogo é uma das maiores lagoas dos Açores e a segunda maior da Ilha de São Miguel, e é classificada desde 1974 como reserva natural.



Faz parte integrante da Rede Natura 2000, pelo facto de ter sido classificada como zona especial de conservação, aprovado por Decisão da Comissão Europeia no dia 28 de Dezembro de 2001, nos termos da Directiva Habitats 92/43/CEE do Conselho. Esta lagoa de águas muito azuis ocupa uma área de 1 360 ha, que é bastante tendo em atenção as dimensões da própria ilha.


A lagoa do Fogo, ocupa a grande caldeira de vulcão adormecido do fogo. Este vulcão dá forma ao grande maciço vulcânico da Serra de Água de Pau, localizado no centro da Ilha de São Miguel. Todas esta zona é rodeado por uma densa e exuberante vegetação endémica.

Esta caldeira vulcânica, tal como o vulcão que lhe deu forma é a mais jovem da Ilha de São Miguel e ter-se-á formado há cerca de 15 000 anos. A sua configuração actual é resultado do último colapso, tido como importante e que ocorreu no topo do vulcão, há aproximadamente 5 mil anos. A última erupção data de 1563.


Esta lagoa, é também a mais alta da Ilha de São Miguel, facto que se deve a se encontrar no cimo de uma montanha cujo ponto mais alto se eleva a 949 metros. Localiza-se no topo do grande Vulcão do Fogo, também conhecido como vulcão de Água de Pau. A caldeira tem forma de colapso tem forma elíptica e dimensões aproximadas de 3 x 2,5 km. As paredes desta caldeira chegam a atingir desníveis de 300 metros.


A lagoa, devido a se encontrar no centro da cratera, localiza-se a uma cota bastante mais baixa, encontrando-se a 575 metros. A profundidade máxima atingida nesta lagoa são os 30 metros. Dentro de todo o perímetro da reserva natural, lagoa, cratera, e vertentes da mesma, destacam-se bastantes espécies de plantas endémicas dos Açores: é o caso do cedro-do-mato, o louro e o sanguinho. Surgem ainda a malfurada, a urze e o trovisco-macho.



A principal fauna, aqui representada pelos pássaros de pequenas dimensões é muitas vezes acompanhada por aves de grande porte como as aves de rapina. Assim, surge nos ares da lagoa, além das aves caracteristicamente terrestres como o pombo-torcaz-dos-Açores, o milhafre ou queimado, a alvéola-cinzenta e o melro-preto, as aves marinhas como a gaivota e o garajau-comum.



LENDA DA LAGOA DAS FURNAS




A Lenda da Lagoa das Furnas é uma tradição da ilha de São Miguel..

Trata-se de uma tentativa popular para explicar as formações geológicas deixadas nas ilhas pelos vulcões que lhe deram origem e forma.


Segundo a lenda, há muitos anos no local onde actualmente está localizada a Lagoa das Furnas, existia uma bonita aldeia onde as pessoas viviam felizes, faziam muitas festas e viviam quase sem trabalhar.

Numa bela manhã de céu e sol claro, como era costume fazer na aldeia, um rapaz saiu de casa para ir a uma fonte próxima buscar água para as lides domésticas e para dar de beber aos seus animais.
Mas a água que costumava ser sempre de agradável paladar estava estranhamente salgada, parecia água do mar e o rapaz teve uma premonição que ia acontecer alguma coisa estranha na sua aldeia e com os seus conterrâneos.

Correu para casa dos seus vizinhos para contar o que lhe acontecera, o que vira e o que pensara sobre o caso. Ninguém acreditou nas apreensões do rapaz, e alguns dias depois ele teve de voltar à fonte para ir buscar mais água.

No lago em frente à nascente, para onde corria a bica da água, os peixes saltavam na água e desta para terra, onde acabavam por morrer. Definitivamente convencido de algo ia acontecer à sua aldeia, correu para junto da população, mas novamente ninguém acreditou nele, a não ser o seu avô.

O idoso disse às pessoas da aldeia que parassem com os bailes e com as festas; que um dos mais ligeiros habitantes da aldeia fosse a correr até ao pico mais alto em redor para ver o mar e olhar para o norte, para tentar ver se havia alguma ilha no horizonte, alguma terra à vista a norte. Como ninguém o levou a sério, só o idoso e o seu neto subiram ao monte mais alto.

Quando lá chegaram, via-se no horizonte terra nova, uma ilha despontava pelo meio da bruma. Aflito, o idoso gritou para os aldeões que fugissem para a igreja, vinha aí grande desgraça, no horizonte encontrava-se a ilha encantada das Sete Cidades. Novamente ninguém ligou, nem ao idoso nem ao seu neto. Possivelmente nem o ouviram de tão alta era a música. Desceram ambos o monte, e depois de passarem pela igreja foram tratar dos animais e da vida imediata.

Passou um, dois dias e nada acontecia. O rapaz e o avô resolveram sair da aldeia para levarem os animais ao mercado da aldeia vizinha e por lá se demoraram alguns dias a negociar. Quando voltavam à sua aldeia, à medida que se foram aproximando foram-se apercebendo que as coisas estavam diferentes. Havia terra revoltada e montanhas novas. Ao chegar ao lugar onde devia estar a sua aldeia, esta tinha desaparecido e no seu lugar encontrava-se uma grande lagoa de águas cristalinas e tranquilas. Fora um cataclismo que soterrara para sempre a aldeia.

As pessoas da ilha de São Miguel, reza a lenda, acreditam que os aldeões continuam a viver debaixo das águas da lagoa, e que as borbulhas de gás vulcânico que se vê a sair da água são as pessoas a cozinhar lá no fundo. Dizem que os fumos, tipo fogo-fátuo que por vezes se elevam das águas junto com um cheiro a pão de milho cozido, são as mulheres a aquecer o forno escondidas nos fundos e nas reentrâncias da bela lagoa.






LENDA DA LAGOA DAS SETE CIDADES


A Lenda da princesa e do pastor no reino das Sete Cidades é uma tradição oral da ilha de São Miguel. Versa sobre a origem das lagoas da caldeira do vulcão das Sete Cidades que, apesar de unidas, têm duas cores diferentes, sendo uma verde e outra azul. Esta lenda faz parte do complexo lendário das Sete Cidades, um reino antigo e mítico, perdido algures no grande mar oceano ocidental.


Os réis desta terra encantada tinham uma linda filha que não gostava de se sentir presa entre as muralhas do castelo e saía todos os dias para os campos.

Adorava o verde e as flores, o canto dos pássaros, o mar no horizonte. Passeava-se pelas aldeias, pelos montes e pelos vales.

Durante um dos seus passeios pelos campos conheceu um pastor, filho de gente simples do campo que vinha do trabalho com os seus rebanhos. Conversaram quase toda uma tarde das coisas da vida, e viram que gostavam das mesmas coisas. Dessa conversa demorada veio a nascer o amor e passaram a encontrar-se todos os dias, jurando amores eternos.



No entanto a princesa já com o destino traçado pelos seus pais, tinha o casamento marcado com um príncipe de um reino vizinho. E quando o seu pai soube desses encontros com o pastor, tratou de os proibir, concedendo-lhe no entanto um encontro derradeiro para a despedida.

Quando os dois apaixonados se encontraram pela última vez, choraram tanto que junto aos seus pés aos poucos foram crescendo duas lagoas. Uma das lagoas, com águas de cor azul, nasceu das lágrimas derramadas pelos olhos também azuis da princesa.

A outras, de cor verde, nasceu das lágrimas derramadas dos olhos também verdes do pastor.

Para o futuro ficou, reza a lenda, que se os dois apaixonados não puderam viver juntos para sempre, pelo menos as lagoas nascidas das suas lágrimas ficaram juntas para sempre, jamais se separando.



O Vulcão dos Capelinhos
O Vulcão dos Capelinhos, também referido na literatura vulcanológica como Mistério dos Capelinhos, localiza-se na Ponta dos Capelinhos, freguesia do Capelo, na Ilha do Faial, nos Açores. É uma das maiores atrações turísticas do Atlântico, nomeadamente dos Açores, pela singularidade de sua beleza paisagística, de génese muito recente e quase virgem. Pode ser considerado o ponto mais ocidental da Europa, caso o Ilhéu de Monchique, nas Flores, seja considerado parte da América do Norte insular por assentar na Placa Norte-Americana.
Geologicamente insere-se no complexo vulcânico do Capelo, constituído por cerca de 20 cones de escórias e respectivos derrames lávicos, ao longo de um alinhamento vulcano-tectónico de orientação geral WNW-ESE. O nome Capelinhos deveu-se à existência de dois ilhéus chamados de "Ilhéus dos Capelinhos" no local, em frente ao Farol dos Capelinhos.
O vulcão manteve-se em actividade por 13 meses, entre 12 de setembro de 1957 e 24 de outubro de 1958. A erupção dos Capelinhos, provavelmente terá sido uma sobreposição de duas erupções distintas, uma começada a 27 de setembro de 1957, e a segunda, a 14 de maio de 1958. A partir de 25 de outubro, o vulcão entrou em fase de repouso. Do ponto de vista vulcanológico, este vulcão é considerado um vulcão activo.
Em resultado da erupção, entre os meses de maio a outubro de 1958, a área total da ilha (de 171,42 km²) aumentou em cerca de 2,50 km² (para 173,02 km²).
 Actualmente, essa área foi reduzida para cerca de metade (aproximadamente 172,42 km²) devido à natureza pouco consolidada das rochas e à acção erosiva das ondas. A escalada do vulcão apresenta alguns riscos, devendo por isso ser efectuada nos trilhos indicados e sob orientação de um guia credenciado.
 Convém mencionar que o respiradouro do Vulcão, situado no seu Cabeço Norte, liberta vapor de água e gases tóxicos com temperaturas na ordem dos 180 a 200 °C.
A crise sísmica associada à erupção vulcânica e a queda de cinzas e materiais de projecção originaram a destruição generalizada das habitações, campos agrícolas e pastagens nas freguesias do Capelo e da Praia do Norte. Não houve perdas humanas a registar. Beneficiando da solidariedade demonstrada pelos Estados Unidos, milhares de sinistrados faialenses - e não poucos açorianos de outras proveniências - aproveitaram a quota especial de emigração concedida (por persistente diligência do congressista estadual Joseph Perry Júnior e dos Senadores federais John O. Pastore, de Rhode Island, e John F. Kennedy, de Massachusetts, que pouco depois seria eleito Presidente dos Estados Unidos) e procuraram refazer as suas vidas naquele país. Foi a 2 de setembro de 1958, aprovado o "Azorean Refugee Act" autorizando a concessão de 1.500 vistos. A quebra demográfica na ordem de cerca de 50%, contribuiu para uma melhoria de vida na população residente, a nível de mais oportunidades de trabalho e melhoria dos salários.
In: Wikipédia

sábado, 19 de setembro de 2020

Alfredo da Silva Sampaio (1862-1918)


                         



                 Alfredo da Silva Sampaio


Nasceu em Angra do Heroísmo a 19.09.1862  e faleceu na mesma cidade a 21.11.1918. Médico. Era filho do também médico e naturalista José Augusto Nogueira Sampaio. Foi casado com D. Laura Pamplona Ramos. Bacharel formado em medicina e cirurgia pela Universidade de Coimbra (1888), foi guarda-mor de saúde de Angra do Heroísmo, facultativo do partido municipal e médico da Misericórdia e do Hospital de Santo Espírito da mesma cidade.

Dr. José Augusto Nogueira Sampaio

Nasceu em Angra a 11 de Dezembro de 1827 e faleceu, em Angra, a 26 de Julho de 1900.
 
Interessado por todos os ramos da história natural, foi um estudioso da fauna, da flora e da mineralogia da ilha Terceira, tendo os seus estudos sido incluídos na obra Memórias sobre a Ilha Terceira, publicada em 1904 pelo seu filho, Alfredo da Silva Sampaio. Era adepto convicto das teorias evolucionistas de Darwin sobre a origem das espécies, tendo sustentado na imprensa local uma interessante polémica com elementos do clero sobre o evolucionismo.


Sucedendo a seu pai, foi diretor do Posto Meteorológico criado em Outubro de 1862. Foi também professor do Liceu de Angra, presidente do Montepio Terceirense, da Sociedade Protetora dos Animais da Ilha Terceira, da mesa administrativa do Recolhimento, Jesus, Maria, José (Mónicas) e seu médico, gracioso, até falecer, e fundador da Cozinha Económica Angrense. Era membro efetivo da Sociedade de Ciências Naturais de Lisboa e honorário da Academia Físico-Química Italiana.
 
Em 1895, estava ligado a um triângulo maçónico existente em Angra do Heroísmo com o pseudónimo Aquiles.
 
Em 1896, era um dos maiores contribuintes do concelho de Angra.
 

 
 
O seu nome está relacionado com a obra Memória sobre a ilha Terceira, elaborada segundo plano traçado e iniciado por seu pai, e que interessa à história natural e à política administrativa e económica daquela ilha.
 
A primeira parte trata da posição geográfica, do descobrimento, da geologia e do vulcanismo da ilha Terceira e dos Açores.
 
A segunda, elaborada por Nogueira Sampaio, é dedicada à flora terceirense e está organizada de acordo com as publicações feitas pelos naturalistas que visitaram os Açores no século XIX.
 
A terceira é dedicada à fauna, com informações sobre as espécies, principalmente sobre os mamíferos.
 
A topografia da ilha ocupa vários capítulos e trata da orografia e do litoral. Inclui descrições e notas históricas sobre largos, praças, instituições, conventos, igrejas, ermidas, fortificações e outras de todas as freguesias da ilha. Ainda nesta parte estão incluídos, entre outros, vários capítulos sobre: os sistemas de governo civil, eclesiástico, militar e fiscal; o carácter e os costumes populares; a agricultura; o comércio; a indústria; e a instrução.
 
A última parte é dedicada à história política da ilha, tratando: do início do povoamento à invasão castelhana; do domínio de Castela; e da restauração até à atualidade do autor.
 
Escreveu ainda Processo da moda, revista sobre os usos e costumes da ilha Terceira, musicada pelo maestro João Lopes, representada dezenas de vezes no Teatro Angrense por crianças de ambos os sexos, e Cosmorama, também revista de teatro. Luís M. Arruda e Carlos Enes
 
Obras: (1904), Memória sobre a ilha Terceira. Angra do Heroísmo, Imprensa Municipal. Processo da moda [inédito]. Cosmorama [inédito].
 
Bibl. Democrata (O) (1918), Angra do Heroísmo: 23 de Novembro. Dias, U. M. (2005), Literatos dos Açores: História. 2.ª ed., Vila Franca do Campo, Editorial Ilha Nova: 165-166. Lopes, A. (2008), A maçonaria portuguesa e os Açores 1792-1935. Lisboa, Ensaius. Mendes, A. O. e Forjaz, J. (2007), Genealogias da ilha Terceira. Lisboa, Dislivro, 8: 609-610. Mendes, V. (1901), Dr. Alfredo Sampaio. A Semana, Angra do Heroísmo, n.º 71, 26 de Maio: 113. Pinto, L. M. (1910), Dr. A. da Silva Sampaio. Almanach Açores, Angra do Heroísmo, ano 6: 48.
 
Fonte: DRC Açores

sexta-feira, 18 de setembro de 2020

RENASCIMENTO (10 ANOS)

 


Renascimento

2010 - 18 de Setembro - 2020




Bilhete-Postal comemorativo do Renascimento
Edição do NFAH
Feito na Tipografia Moderna (Jaime Cruz)
Arte Gráfica de Lá-Salete Barcelos
Foto da Marca de Água autorizada pelo autor Fábio Almeida



Caros Associados e Amigos:

O Núcleo Filatélico de Angra do Heroísmo (NFAH) foi fundado a 10 de Junho de 1952. Os seus Estatutos foram aprovados por Alvará (nº 23) de 8 de Julho do mesmo ano.




Esteve activo até ao sismo de 1980. No entanto o último registo da actividade de que temos 



conhecimento ocorreu a 13 de Dezembro de 1971 aquando a Cimeira  Nixon-Pompidou, do qual temos sobrescrito e carimbo comemorativo. Após esta data e até ao sismo, os encontros de filatelistas faziam-se na sede dos Montanheiros.






De 1980 até 2010 esteve inactivo. Em Novembro de 2009, por ocasião da exposição “Pérolas do Atlântico”, no Centro de Congressos de Angra, surgiu o convite a um grupo de filatelistas terceirenses para que o NFAH renascesse. Isso veio a acontecer a 18 de Setembro de 2010 onde foram eleitos os seus órgãos sociais.

A Assembleia-Geral ocorreu na garagem do actual presidente da direcção.

Foi uma honra para nós ter na sua mesa um dos Sócios Fundadores em 1952, o Senhor José Gabriel Bettencourt Porto. Eis alguma fotos dessa AG.











E aqui ficam, para memória futura, os documentos comprovativos do nosso RENASCIMENTO














Assinatura do Contrato de Comodato
 entre a AHBVAH e o NFAH

A 1 de Março de 2012, no 90.º aniversário da Associação Humanitária de Bombeiros de Angra do Heroísmo, o NFAH celebra com esta um Contrato de Comodato e passa a ter o seu espaço para a realização de exposições e tertúlias. Instalações que ainda utilizamos, mas que, já o sabemos, as teremos de abandonar porque a AHBVAH pretende dar-lhe outro destino.




Hoje, passados 10 anos, iremos ter o nosso Jantar de Confraternização e iremos abrir novamente

o vinho dos Biscoitos "RESISTÊNCIA". Ainda cá estamos e vamos continuar.

Desde então sabeis o trabalho que temos desenvolvido. A avaliação de tal trabalho, ao longo destes 10 anos, fica ao vosso critério. Fizemos o nosso melhor.

Um forte abraço de agradecimento a todos os nossos Associados que sempre estiveram ao nosso lado, não deixando morrer a nossa missão que tem como divisa:

DIVULGAR A HISTÓRIA E CULTURA AÇORIANA ATRAVÉS DO COLECCIONISMO

Terminamos recordando, com saudade, os nossos Associados que faleceram.

Sr. Tomé Ferreira Cardoso, 2011

Sr. António Fernando Castro Carapinha, 2013

Sr. Carlos Manuel da Costa Moreira, 2016

Sr. Hélio Cunha Melo, 2016

Sra. Rosa Amélia Brasil Tavares Silva, 2020

Sr. João António Tomás Pires, 2020