sexta-feira, 30 de janeiro de 2026

Dionísio de Sousa


Dionísio de Sousa

Dionísio Mendes de Sousa   nasceu na Vila de São Sebastião, ilha Terceira, a 9 de Outubro de 1940.
Professor, escritor português e um profundo investigador da obra e vida de Francisco Ferreira Drummond.


Terminada a instrução primária com o exame do 2.º grau aprovado com distinção na escola de ensino primário da Vila de São Sebastião, frequentou o Seminário Episcopal de Angra do Heroísmo de Outubro de 1952 a Junho de 1954. Neste curso obteve as mais altas classificações e aproveitamento com a atribuição, em todos os anos lectivos, de um diploma reservado aos alunos que obtinham classificações elevadas (mínimo de 16 numa escala de 20) em mais de metade das disciplinas.





Entre 1965 e 1968, prestou serviço militar obrigatório em vários estabelecimentos militares, entre os quais o Estado-Maior do Exército, em Lisboa. Igualmente entre 1965 e 1968, frequentou a Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, na licenciatura de Filosofia, tendo obtido o grau de licenciado. No ano lectivo de 1969/70, exerceu as funções de professor do ensino secundário no Liceu Padre António Vieira (História), em Lisboa, e no Externato Séneca (Português).


Em 1971, frequentou o curso de Ciências Pedagógicas da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa. De 1971 a 1974, matricula-se e frequenta, em regime nocturno e como estudante-trabalhador, o curso de Ciências do Trabalho, no Instituto Superior de Economia (ISEF). De 1971 a 1975, exerceu as funções de director do Serviço de Pessoal na “Transul – Empresa de Transportes” da zona Sul do Tejo.





Em 1976/77, é professor do ensino secundário no Liceu de Almada, nas disciplinas de Filosofia e Psicologia. Em 1977-1978, realiza o Estágio para professor efectivo no Liceu Antero de Quental, em Ponta Delgada, com a classificação de 17 valores. Em 1978/79, efectiva-se como professor do quadro do Liceu de Angra do Heroísmo. Em 1979/80, exerce as funções de presidente do Conselho Directivo do Liceu de Angra.




Entre 1980 e 2004, exerce o mandato de deputado regional durante 6 legislaturas. De 1996 a 1998, foi presidente da Assembleia Legislativa Regional dos Açores. Em 3 de Setembro de 2001, foi agraciado com o grau da Grã-Cruz da Ordem do Infante D. Henrique. De 2002 a 2004, foi presidente da Direcção do Rádio Clube de Angra e, em 2004, aposentou-se com a pensão de professor do ensino secundário.
Por decisão unânime do plenário da Assembleia Regional dos Açores, tomada em 11 de maio de 2006, foi agraciado com a Insígnia Autonómica de Valor.









Actividade como escritor





Desde 1980 que tem colaboração dispersa por vários órgãos da comunicação social açoriana (A União, Diário Insular, Açores Expresso, Correio dos Açores).






Em 2013, selecciona, prefacia e edita a obra “Testamento Poético“ de Coelho de Sousa.


Em 2014, publica as obras "Achegas sobre a Autonomia" e "Livro de Bagatelas", ambos em sistema de auto publicação. Em 14 de Janeiro de 2014, inicia a publicação do jornal trimestral "Boa Nova", primeiro jornal editado na Vila de São Sebastião.


É autor dos blogues, O "Ventilhador" e "Álamo Esguio".



É um apaixonado pela vida e obra do grande historiador terceirense FRANCISCO FERREIRA DRUMMOND sobre o qual já escreveu diversos livros e artigos.








“Conversas ao Telefone & Conversas ao Microfone”,
Da autoria do Pe. Manuel Coelho de Sousa, que decorreu no Salão Nobre dos Paços do Concelho, a 30 de Janeiro de 2026.

A obra, coordenada por Dionísio de Sousa e editada pelo Município de Angra do Heroísmo, contou com apresentação de Francisco Sousa e Paulo Barcelos.
Figura marcante da cultura açoriana e da Igreja Católica no século XX, Manuel Coelho de Sousa destacou-se como sacerdote, jornalista, poeta, dramaturgo e animador cultural.
Neste livro, Dionísio de Sousa resgata e transcreve as crónicas radiofónicas «Conversas ao Telefone» e «Conversas ao Microfone», transmitidas pelo Rádio Clube de Angra entre 1970 e 1973. Com um olhar perspicaz, crítica subtil e profunda sensibilidade humana, o autor traça um retrato íntimo e reflexivo da sociedade da época, constituindo um testemunho raro e valioso da vida quotidiana nos Açores.



O Município editou igualmente a obra “Peças de Teatro”, que será apresentada no próximo dia 27 de fevereiro, na Vila de São Sebastião.
Neste volume, Dionísio de Sousa reúne e apresenta as peças de teatro escritas e levadas a palco por Manuel Coelho de Sousa, revelando uma faceta menos conhecida, mas profundamente expressiva do autor. Com linguagem viva, sentido de humor, crítica social e um olhar profundamente humano, estas peças transportam o leitor para o universo açoriano da época, entre a tradição e a mudança, constituindo um legado artístico e espiritual que enriquece o património cultural dos Açores e reafirma a atualidade da sua visão.
Estas obras passam a integrar o conjunto de publicações editadas pelo Município de Angra do Heroísmo, reforçando o compromisso autárquico com a promoção da cultura literária, engrandecendo e dando a conhecer o trabalho dos nossos autores.


quinta-feira, 29 de janeiro de 2026

Cónego Francisco Dolores


Cónego Francisco Dolores Monteiro Borges de Medeiros
Natural de Santo Espírito, Vila do Porto, Santa Maria,
onde nasceu a 9 de Julho de 1949.


Frequentou o Seminário Menor de Ponta Delgada nos anos lectivos de 1962/63 e 1963/64;


e o Seminário Episcopal de Angra de 1964 a 1974, nos cursos filosófico e teológico.

Ordenou-se em 19 de Abril de 1974, na Matriz de Nossa Senhora da Assunção de Vila do Porto.

Vigário Cooperador das Lajes – Terceira, de Julho de 1974 a Outubro de 1979. Delegado Diocesano da Juventude para o Concelho da Praia da Vitória de 1974 a 1979, nessa qualidade promoveu a Marcha da Juventude "Páscoa 1979", com 1200 Jovens, a pé de S. Sebastião até à Sé Catedral, no Sábado de Ramos desse ano.

Professor de História, Português e Religião e Moral na Escola Preparatória da Praia da Vitória de 1974 a 1979.

Pároco de Santa Bárbara das Nove Ribeiras, de Outubro de 1979 a Outubro de 1989 e de Abril de 1984 a Outubro de 1979, também pároco de São Jorge das Doze Ribeiras.

Em Maio e Junho de 1980 deslocou-se aos E. U. A (Costa Leste e Califórnia) e Canadá, onde criou , com o apoio da "Voz dos Açores" e outras entidades, Comissões de Apoio à Reconstrução para as Paróquias de Santa Bárbara, Doze Ribeiras, Cinco Ribeiras, e Ilha de São Jorge.


Fundou e dirigiu o mensário "FAMÍLIA" da Zona Oeste da Terceira de 1981 a 1989, com uma tiragem média de 1200 exemplares.

Administrador da União Gráfica Angrense de 1983/90 e de 1992 a 1997.

Pároco de Nossa Senhora de Belém desde Outubro de 1989; Pároco de Posto Santo de Janeiro de 1991 a Novembro de 1993 de São Bartolomeu de Regatos de novembro de 1993 a Julho de 1995 e de Julho de 1999 até 6 de Setembro de 2002.




Pároco e Reitor do Santuário de Nossa Senhora da Conceição, em Angra do Heroísmo, desde 21 de Setembro de 2002.

Ouvidor de Angra do Heroísmo de Novembro de 1989 a Dezembro de 1992.




Vigário Judicial da Diocese de Angra de Março de 1992 a 1996. Notário do mesmo Tribunal no presente. Frequentou, em Fátima o Curso de Processo de Nulidade do Matrimonio, ministrado pela Universidade de Navarra e em 2001, o Curso sobre Transtornos psíquicos e nulidade do matrimonio, ministrado pela Pontifícia Universidade de Salamanca.




Diretor do Secretariado das Migrações de Novembro de 1990 a 1993.

Diretor do Secretariado da Pastoral Juvenil de 1985 a 1992.

Redator desde 1981 de "A União" e Chefe de Redacção do mesmo de 1995 até Setembro de 2001.

Pároco da Terra-Chã, de 1 de Outubro de 1989 a 7 de Setembro de 2002.

Responsável pelo Secretariado Diocesano da Comunicação Social de 1992- 95.

Chefe do Projecto In-Forma de Prevenção Primária da Toxicodependência (1991-1993).

Actualmente Assistente da Cáritas da Ilha Terceira e do Conselho Central Das Conferências Vicentinas da Ilha Terceira.

Fundador dos Escuteiros da Sé, em 1972-73. Medalha de Bronze do CNE.


1996 - Francisco Dolores
com prefácio do Pe. Caetano Tomás


Publicou "Na Brecha" em 1996. Duas Menções Honrosas em Conto.

Pregou dois Retiros internacionais em Lurdes.

Colaborou inicialmente na Enciclopédia Açoriana (Medicina Botânica).


2015 - Francisco Dolores
com prefácio de Aurélio Franco da Fonseca


2014-04-19 - Sobrescrito editado pelo NFAH


Foi elevado à dignidade de Cónego a 11 de fevereiro de 2015, passando desde essa data a integrar o Cabido da Sé de Angra e a fazer parte do Colégio de Consultores do Bispo Diocesano.

In: Santuário de Nossa Senhora da Conceição (Angra do Heroísmo)
        
Medalha comemorativa
2014 - Homenagem de um grupo de amigos

Cónego Francisco Dolores distinguido como capelão da
Ordem de Nossa Senhora da Conceição de Vila Viçosa.

“Entendo esta distinção como uma forma de reconhecer a minha história pessoal de vida, com a forma como vivo a minha piedade pessoal e, sobretudo com a minha devoção e entrega a Nossa Senhora” disse emocionado o Cónego Francisco Dolores em declarações ao Sítio Igreja Açores.


“Ainda por cima, no ano em que se comemora o centenário das Aparições é para mim uma honra receber este reconhecimento”, precisou.

“Historicamente sempre me mantive fiel aos princípios de Portugal e a minha devoção a Nossa Senhora da Conceição acompanhou-me ao longo da vida, desde tenra idade. Lembro-me da minha avó nunca falhar uma festa da imaculada Conceição na ilha de Santa Maria e de nos levar com ela. Há uma devoção muito especial a Nossa Senhora na minha família”, prosseguiu o sacerdote que não esconde, por outro lado, que esta “honra não vem acrescentar nada à minha fé, nem diminuir, mas sinto- me  gratificado na minha devoção para com a mãe do Céu e rainha de Portugal que me protege num momento em que estou a restaurar as minhas forças para continuar a trabalhar e a servir o povo e a igreja”.




A Ordem de Nossa Senhora da Conceição de Vila Viçosa foi criada no Rio de Janeiro, em 1818, por D. João VI de Portugal, “representando solene testemunho de reconhecimento pela libertação do nosso país de um gravíssimo risco e constituindo, nas palavras de sua majestade fidelíssima D. João VI, memória da devoção a Nossa Senhora da Conceição, invocada por "Padroeira do Reino” refere o documento que cria esta ordem.





Esta sexta-feira, pelas 20h30, a Lar Doce Livro – livraria, café & posta-restante recebe e estimula a homenagem de amigos e admiradores ao Pe. Francisco Dolores, por ocasião dos seus 50 anos de ordenação (19 de Abril de 1974).

Porque a literatura é das suas personagens e as personagens das pessoas que as compõem. O que é ainda mais evidente num padre popular, com experiência de endireita, laivos de druida, imagem de filantropo e um sentido de humor pelo menos subversivo.



O lançamento do livro “NA BRECHA II”, da autoria do Pe. Francisco Dolores Medeiros, que teve lugar no Salão Nobre dos Paços do Concelho.




A obra, editada pela Turiscon Editora, foi apresentada pelo Pe. José Júlio Rocha e reúne 100 pequenos textos, em formato fac-similado, originalmente publicados no jornal “A União” nos anos de 1981 e 1982, abordando temas do quotidiano e das vivências humanas.
Segundo o autor, “há sempre uma brecha, ou uma abertura, por onde podemos vislumbrar novas perspectivas de vida, mesmo quando parece ter caído tudo à nossa volta e não existir uma saída”. O sismo de 1 de janeiro de 1980, que marcou profundamente os Açores, representou “o fim de um mundo” para milhares de pessoas, exigindo a reconstrução quase total das suas vidas e realidades.
“NA BRECHA II” surge, assim, como o reinício de uma crónica quase diária de um estado de espírito, refletindo a experiência de quem viveu esse período de descoberta e reconstrução, convidando o leitor a novas perspectivas de leitura e de vida, para além das ilhas, dos continentes e dos oceanos.

quinta-feira, 22 de janeiro de 2026

Dia de Amigos nos Açores

 


O Dia de Amigos nos Açores:

 A Celebração da Amizade




O Dia de Amigos, celebrado numa quinta-feira, é uma das tradições mais emblemáticas dos Açores. Este dia, exclusivamente dedicado aos homens, marca o início das festividades carnavalescas e reflete o espírito comunitário e descontraído que caracteriza a cultura açoriana.

Uma Tradição de Convívio e Alegria

O Dia de Amigos é uma oportunidade para reforçar os laços de amizade masculina. Grupos de amigos, colegas de trabalho e familiares masculinos juntam-se para momentos de confraternização que podem variar entre almoços, jantares ou simples encontros em cafés e tascas locais.




Além do convívio à mesa, o humor e as brincadeiras são elementos indispensáveis. Não é raro que os grupos organizem pequenas partidas ou trocas de presentes humorísticos, refletindo o carácter descontraído e alegre deste dia.

Testamentos Humorísticos e Sátira Social

Uma das tradições mais interessantes do Dia de Amigos nos Açores é a leitura de “testamentos” humorísticos. Estes textos, escritos de forma satírica, são uma forma de brincar com as características ou histórias pessoais dos participantes, sempre num tom leve e divertido. Os testamentos têm como objetivo provocar risadas e criar um ambiente de camaradagem, reforçando os laços entre amigos.

O Contexto Cultural Açoriano




Nos Açores, onde o Carnaval é vivido de forma intensa e cheia de simbolismo, o Dia de Amigos ganha um destaque especial. Em ilhas como a Terceira, onde os bailinhos e danças de Carnaval têm um peso significativo, este dia funciona também como um aquecimento para as festividades que se aproximam.

As celebrações estão profundamente enraizadas na cultura local e são transmitidas de geração em geração, preservando a identidade açoriana. O Dia de Amigos é, portanto, mais do que um momento de convívio: é uma expressão de pertença e de valorização das relações interpessoais, um reflexo do espírito acolhedor e solidário das gentes das ilhas.


Um Convite à Celebração

Para quem visita os Açores durante o Carnaval, participar no Dia de Amigos é uma oportunidade única de vivenciar esta tradição de perto. Entre boa comida, risadas e a calorosa hospitalidade açoriana, este dia é uma janela para a autenticidade e para o profundo valor dado às amizades na cultura local.



Assim, o Dia de Amigos não é apenas um marco no calendário festivo açoriano, mas também um testemunho da alegria de viver que define a essência do arquipélago.

In: Publicado no Jornal dos Açores 9 (06-02-2025)





quarta-feira, 21 de janeiro de 2026

Ferreira Drummond (1796-1858)






FRANCISCO FERREIRA DRUMMOND


Igreja Matriz de São Sebastião





Brasão de Armas
da família Drummond
Francisco Ferreira Drummond nasceu na vila de S. Sebastião (Terceira), a 21 de Janeiro de 1796, tendo sido baptizado, na respectiva Matriz, a 27 desse mesmo mês.

Era filho de Tomé Ferreira Drumond, lavrador abastado, e Rita de Cássia, ambos residentes na Vila de S. Sebastião, em cuja Matriz foram também baptizados.


A família Drumond estava, então, intimamente ligada ao magistério primário e à governança da Vila de S. Sebastião, tendo a presidência da Câmara sido ocupada por seu pai (em 1821). O seu irmão, o capitão de ordenanças José Ferreira Drumond, dominou a vida política local durante várias décadas.




Ferreira Drumond desde a infância que revelou decidida vocação para as letras e para a música. Depois da instrução primária, estudou latim, lógica e retórica (disciplinas próprias do ensino da mocidade culta de então e as únicas disponíveis na sua vila natal). Muito estudioso, procurou constantemente aumentar a sua instrução literária e artística, o que lhe foi facilitado pelo meio familiar em que viveu.







Com apenas 15 anos, foi nomeado para o cargo de organista da Matriz da Praia.
Cedo aderiu à causa liberal, tendo sido eleito pelo novo sistema constitucional, em 1822, secretário da Câmara Municipal de S. Sebastião. Tal eleição valeu-lhe grandes dissabores, tendo, para escapar às perseguições dos absolutistas, fugido da Terceira, durante a noite, numa embarcação que o levou à ilha de Santa Maria, de onde passou a Ponta Delgada, dali partindo, com passagem pela Madeira, para Lisboa.

Depois de um ano de exílio voltou à Terceira, tendo participado activamente em todo o desenrolar da guerra civil nesta ilha, que depois tão bem descreveu nos seus Anais da Ilha Terceira.

Desempenhou, ainda em S. Sebastião, os cargos de escrivão dos órfãos, secretário da Administração do Concelho, e tabelião. Em 1836 foi eleito Presidente da referida Câmara, tendo desempenhado essas funções até 1839. Nesse ano foi eleito Procurador à Junta Geral.

Exerceu também, durante vários anos, o cargo de Provedor da Santa Casa da Misericórdia.

Distinguiu-se na luta contra a extinção do concelho de S. Sebastião, extinção que, em boa parte graças à sua actividade, apenas se consumou em 1 de Abril de 1870, apesar de decretada em 24 de Outubro de 1855.

Algumas das mais importantes obras da antiga Câmara de S. Sebastião foram iniciativa sua, nomeadamente a captação das nascentes do Cabrito e o seu aproveitamento para moagem, naquela época a maior obra hidráulica da Terceira e uma das maiores dos Açores.

Monumento no Rossio
Vila de São Sebastião




Faleceu em 11 de Setembro 1858, contando 63 anos incompletos de idade, na casa que tinha aforado da Santa Casa da Misericórdia, na Travessa da Misericórdia, onde hoje está a lápide comemorativa. 

Francisco Ferreira Drumond foi homenageado em 1951 com um pequeno monumento localizado no Rossio, Vila de S. Sebastião.

O seu trabalho histórico ocupa um lugar cimeiro na historiografia açoriana, sendo a base de boa parte das obras sobre a história dos Açores, em particular sobre a história da ilha Terceira.











Obras publicadas





Memória Histórica da Capitania da Praia da VitóriaEditado pela Câmara Municipal da Praia da Vitória em 1846, Praia da Vitória. A obra foi reeditada inserta na colectânea Memória Histórica do Horrível Terramoto de 15.VI.1841 que Assolou a Vila da Praia da Vitória, edição e da Câmara Municipal da Praia da Vitória, 1983.


Anais da Ilha Terceiraobra escrita segundo o critério cronológico típico dos Anais, cobrindo o período desde a descoberta e povoamento da ilha até 1850. Foi oferecida à Câmara Municipal de Angra do Heroísmo, que a editou em 4 volumes, contendo 510 de documentos. O volume I foi publicado em 1850; o vol. II em 1856; o III em 1859; e o IV, póstumo, em 1864. Reeditado, em fac-símile da edição original, pela Secretaria Regional da Educação e Cultura, Angra do Heroísmo, 1981.

Apontamentos Topográficos, Políticos, Civis e Eclesiásticos, para a História das Nove Ilhas dos Açores - obra inacabada deixada em manuscrito. Após um conturbado percurso, a obra foi editada em 1990 pelo Instituto Histórico da Ilha Terceira, Angra do Heroísmo.









A ascendência de Drummond
Visite em: Drummond



quarta-feira, 14 de janeiro de 2026

USK TERCEIRA (ENCONTRO ATLÂNTICO)

 


O movimento Urban Sketching nasceu da paixão de amadores e profissionais por registar o mundo, um desenho de cada vez. Com milhares de membros e centenas de grupos espalhados pelos cinco continentes, esta comunidade global celebra a diversidade de estilos, a criatividade espontânea e a partilha de olhares únicos sobre ambientes urbanos e rurais.

O Atlântico, mais do que um oceano, é uma vasta via de encontro de culturas e histórias. Nas suas margens, povos e ideias cruzaram-se ao sabor das Grandes Navegações, deixando um património de trocas artísticas e culturais que ainda hoje nos inspira.

No centro desta epopeia, os Açores destacam-se como ponto de convergência entre a Europa, as Américas e a África. Em particular, a Ilha Terceira sobressai por ter sido uma passagem obrigatória dessas longas jornadas, o que lhe conferiu uma riqueza histórica e patrimonial singular, e que levou à constituição do seu próprio grupo de Urban Sketchers.

É nesta confluência de histórias, técnicas e perspetivas que o Encontro Atlântico de Urban Sketchers assume um papel emblemático: de 21 a 24 de agosto de 2025, artistas de diferentes origens e estilos reuniram-se para desenhar, aprender uns com os outros e criar memórias comuns. Este encontro simboliza a força de uma comunidade que ultrapassa fronteiras geográficas e linguísticas, unida pela paixão pelo desenho e, nesta ocasião, pelo Atlântico.

Texto de Rúben Quadros Ramos



Carimbo comemorativo do evento


Bilhete-postal Máximo
2025-08-24 - Encontro Atlântico USK
Desenho de Manuel Martins (USK-Terceira)


Selo personalizado comemorativo



Frente do bilhete-postal



A mesa foi composta por:
Sr. Manuel Meneses Martins, presidente da USK Terceira
Dr. Jorge Paulo Bruno, Diretor do Museu de Angra
Sr. Rui Castro, representante dos CTT em Angra do Heroísmo
António Armindo Couto, presidente do NFAH










MANUEL MENESES MARTINS

14 de fevereiro de 1953 - 14 de janeiro de 2026

NOTA DE PESAR

A Associação Urban Sketchers Ilha Terceira comunica, com profunda tristeza, o falecimento de Manuel Meneses Martins.
É com grande consternação que nos despedimos de um dos principais impulsionadores do movimento Urban Sketchers na Ilha Terceira, cuja dedicação e entusiasmo marcaram de forma duradoura a nossa associação. A Manuel devemos inúmeros momentos de partilha e alegria: encontros de desenho que se transformavam em verdadeiros momentos de aprendizagem, a generosidade com que partilhava o que sabia e a forma aberta e afável com que acolhia cada pessoa.
Hoje perdemos não só um amigo, mas também um exemplo de entrega à arte. O Manuel viveu a criação artística com paixão e autenticidade, explorando diferentes linguagens e estilos.
Fica a memória de um homem gentil, generoso e talentoso, que fez da arte um gesto de partilha e proximidade. A sua ausência deixa um vazio difícil de nomear, mas também uma herança de amizade, inspiração e humanidade que continuará a viver entre nós.





EVENTOS PASSADOS

(Parcerias USK-Terceira/NFAH)


Bilhete-postal Máximo
2018-07-02 - 1.º Encontro de Postcrossing nos Açores
Desenho de Emanuel Félix (USK-Terceira)




Inteiro Postal
2020-10-04 - 90 anos da Aviação nos Açores (O Açor)
Desenho de Manuel Meneses Martins (USK-Terceira)




Bilhete-postal

2020-11-04 - Lançamento do livro USK - Terceira
Por ocasião do "Outono Vivo" na Praia da Vitória
Desenho de Emanuel Félix (USK-Terceira)



Bilhete-postal
2021-07-25 - Batalha da Salga (440 anos)
Pintura do Manuel Meneses Martins (USK-Terceira)



Bilhete-postal
2022-03-01 - Centenário da AHBVAH
Desenho de Emanuel Félix (USK-Terceira)


Bilhete-postal
2023-06-09 - Geminação das Vilas de
Aljubarrota e São Sebastião
Desenho da Matriz da Vila de São Sebastião
de Emanuel Felix (USK-Terceira)