sábado, 6 de junho de 2026

Base Aérea das Lajes (1941-2016)








1960 - Bilhete Postal circulado
APO 406 - Lages/Lagens -> USA

 
 
A 13 de junho de 1942, nascia a Base das Lajes, denominada por despacho de Oliveira Salazar de Aeródromo das Lagens. Este aeródromo foi essencial não só para a História recente de Portugal, como marcou a vida da população da Terceira.
 
Em 1940, os britânicos pressionaram o Governo português a avançar com as obras nas Lajes, pois esta era um boa planície, que aguentava perfeitamente 20 toneladas de aviões e tinha espaço para uma pista de mil metros de comprimento por 50 metros de largura. A construção decorreu sob as ordens do Subsecretário de Estado da Guerra, Santos Costa, que enviou o então Major-Aviador Humberto Delgado para acompanhar o projeto, entregando ao capitão Magro Romão, a execução das obras.
 
Ainda em 1941, abriu-se uma pista de terra batida, ergueram-se os primeiros armazéns e transportaram-se os primeiros aviões. Este Aeródromo passou a chamar-se Aeródromo das Lagens, por determinação do Ministro da Guerra (Salazar acumulava funções) a 13 de junho de 1942.
 
 
 
 
 
 
 

1941 - Expedição Militar aos Açores
Sobrescrito isento de franquia e censurado.

 
 
 
 
 
 
 
 
 
A chegada das várias vagas de militares do Continente para a defesa da Ilha (1941-1942), aconteceu numa altura em que os Nazis se encontravam nos Pirenéus e Salazar tinha medo duma invasão de Portugal. A população cresceu rapidamente, a crise agrícola atingiu um ponto gravíssimo, mas o desemprego depois de uma fase em que aumentou, voltou a diminuir, pois as obras, apesar de tirarem os homens do campo, atraiam-nos para o trabalho no Aeródromo. Na mesma altura em que os primeiros contingentes militares continentais chegaram à Terceira, Pestana da Silva foi nomeado Governador Civil de Angra do Heroísmo.
 
 
  
 
Pestana da Silva chegou a afirmar, em Relatório enviado a Salazar, que “o comércio, a indústria e a agricultura muito beneficiaram com o seu advento [da Base], pouco tempo passado, não havia praticamente desempregados, antes fazia-se sentir a falta de operários para as diversas obras civis”.
 
Além de muitos agricultores terem saído da sua atividade pelas forças das circunstâncias, muitos outros abandonaram a Agricultura, pensando que tinham encontrado uma saída para a sua situação financeira no Campo de Aviação, com isso, o recrutamento militar e as obras de defesa absorveram a atividade de muitos portugueses em busca de melhores condições de vida. Contudo, era preciso cuidar dos campos na mesma. Esse era um problema a resolver.
 
Quando chegou à Terceira, em 1941, o Capitão Magro Romão, começou a expropriar terrenos para a obra do Aeródromo. O Comandante Militar de Angra, cumprindo ordens do Capitão, requisitou, a 3 de junho de 1941, a 51 proprietários da freguesia das Lajes, 236 152 m2 de terras em diversas parcelas para construção de uma pista, isto, depois de já terem começado os trabalhos de terraplanagem dos terrenos. Os proprietários, na sua maioria agricultores, foram postos fora dos seus terrenos, sem nenhuma explicação. A expropriação foi rápida, com o início da terraplanagem dos terrenos. A requisição destes terrenos foi apenas formal, teórica, porque estes já estavam a ser utilizados e nenhum proprietário podia ou tinha sequer o direito de reclamar desta situação.
 
 
O Presidente da Câmara da Praia da Vitória, Henrique Costa Braz, apoiado pelo Presidente da Câmara de Angra do Heroísmo, Joaquim Corte-Real Amaral, enviou a Salazar, a 27 de novembro de 1941, uma carta na qual informava que ocuparam-se os terrenos e só depois é que foi feita a requisição aos seus donos e que para fazer a terraplanagem dos terrenos, alguns destes tiveram que receber uma camada de pedra. Assim, estes terrenos não tinham, neste momento, o mesmo valor que antes e se fossem apenas arrendados, quando a guerra acabasse, voltavam aos seus donos, mas com menos valor e com menos qualidade agrícola para o seu trabalho. Ambos os Presidentes das Câmaras tentavam pressionar o Governo para a situação social da Ilha.
 
 
 
Henrique Costa Braz sugeria que o arrendamento não era a melhor estratégia para a utilização dos terrenos, propondo que quando a guerra findasse, estes fossem transformados em Aeroporto internacional. O Governador Civil enviou, também, uma carta ao Governo, em que reforçou a ideia do autarca. A ideia foi aceite por Salazar. Este acordo de compromisso entre as duas partes permitia aos proprietários receber uma renda que os sustentaria e dotar a Terceira de um bom Aeródromo. Contudo o pagamento das rendas demorou muito tempo, o que levantou outros problemas.
 
 
No ano de 1942, a falta de mão-de-obra nos campos fez os seus primeiros estragos. Vários produtos começaram a escassear. Portugal não estava em guerra, mas os seus abastecimentos tinham sido abalados pelo conflito que varria a Europa Central. A fome ia crescendo na Ilha, pois apesar de haver mais emprego, havia mais população e menos alimentos. O custo de vida aumentava diariamente.
Com a inauguração oficial da Base das Lajes, uma nova fase começava na Ilha. Os terceirenses, obrigados a ceder os seus terrenos, começaram a perceber que podiam tentar jogar as coisas a seu favor, tentando tirar algum proveito da situação. A população trocava os terrenos (que tinha obrigatoriamente de ceder ao Estado) por compensações que diminuíam a situação económica menos favorável.
 
 
 
 
 
 
Em 1943, com a chegada dos britânicos, as Lajes sofreu novas obras de aumento da pista. Neste período, muita mão-de-obra foi contratada, principalmente das freguesias vizinhas das Lajes, Vila-Nova e Agualva. A preocupação foi transformar a pista de terra batida numa pista maior, de placa, impedindo, assim, que a lama trouxesse problemas no descolar e no aterrar dos aviões da Royal Air Force (RAF). Também foram construídos alguns postos de serviço na Base, o que acarretava muita mão-de-obra. O nº de trabalhadores portugueses na Base cresceu.
 
 
 

Publicado na "A União" a 23/02/1952

Quando os norte-americanos desembarcaram na Terceira, em janeiro de 1944, com o intuito de aumentar a pista das Lajes, Salazar enviou novamente para a Terceira Humberto Delgado.
 
Este encarregou-se da supervisão dos terrenos a comprar e da obra. Delgado procurou delinear um projeto que não obrigasse à demolição de muitas casas, mas sim ao uso de terrenos de pastagem. A missão liderada pelo futuro General Humberto Delgado teve, por isso, uma forte componente social e económica, pois analisou a repercussão dessas requisições na população, e isso valeu-lhe a simpatia local.
 
 
As obras começaram em força, com a ajuda dos norte-americanos, sob a tutela do Comando Britânico.
 
 
Meses depois, quando as obras terminaram, a pista das Lajes possuía já três mil e duzentos e oitenta metros de comprimento por noventa e um metros de largura, era a maior pista de aviação do Mundo.
 
 
 

1951-09-25
Nesta data ainda se escrevia "LAGENS"
 

 
 
 
 
 
 
Texto (parcial) de: Francisco Miguel Nogueira, in Jornal da Praia (13/06/2016)

FLA (1974-2024)

Bandeira da FLA. Uma adaptação da primeira bandeira da autonomia.
 Note-se a simbologia da protecção das estrelas pelo milhafre.

Frente de Libertação

 dos Açores


 Frente de Libertação dos Açores (FLA) foi um movimento que, no contexto da Revolução dos Cravos, pleiteou a independência dos Açores com relação aquele país.

História


Bilhete Postal circulado a 5.12.74 de Ponta Delgada para Lisboa
Curiosa e interessante mensagem escrita.


O seu antecessor foi o MAPA (Movimento para a Autodeterminação do Povo Açoriano), surgido em 6 de Junho de 1974. Após a revolução do 25 de Abril, em Portugal, alguns dos militantes do MAPA criaram a FLA, abertamente separatista, em Londres, a 8 de Abril de 1975.


Destacou-se como líder da organização o antigo deputado da Acção Nacional Popular à Assembleia Nacional do Estado Novo, José de Almeida, que desempenhava funções no dia 25 de Abril de 1974.


Lida pelo autor no Programa "Paralelo 38" ao microfone do " Clube Asas do Atlântico",
 Santa Maria, na noite do dia  14 de Outubro de 1975.


Em sua génese, o movimento apresentou-se marcadamente contra alguns partidos de extrema esquerda, não que “fossem anti-comunistas, mas sim porque eram contra o Partido Comunista Português” e todas as organizações que pactuavam activamente com o Governo de Lisboa.

Bilhete Postal circulado a 7.1.85 de Velas para Ponta Delgada.
Na foto José de Almeida a discursar. No verso uma vinheta de 1978 da FLA.
Relembra o 6 de Junho de 1974 e 1 de Novembro de 1977.

A sua base de apoio era muito diversificada verificando-se apoios de agricultores, trabalhadores de escritório e outro tipo de profissionais, havendo muitos que manifestavam abertamente simpatia pela social democracia.


Alguns sectores de extrema esquerda defendiam que a FLA tinha um forte apoio da burguesia da ilha de São Miguel, proprietários e latifundiários receosos de uma possível nacionalização das suas terras, à semelhança do que sucedia em Portugal na época, porém, de acordo com o jornalista Duarte Figueiredo a FLA tinha real implantação no arquipélago dos Açores, nomeadamente nas ilhas de São Miguel, Terceira e Pico, não podendo ser um pequeno grupo de privilegiados. 

1976 - 1 Açor = 25$00
Com a estampa de Vitorino Nemésio - futuro Presidente (?)
Rubricada por José de Almeida


Sociologicamente esse grupo, "teve uma ampla base de apoio, que incluía socialistas e classe trabalhadora rural", para além dos sociais-democratas e centristas, que desde a primeira hora estiveram ao lado do independentistas.


José de Almeida tentou repetidas vezes negociar com o Departamento de Estado dos Estados Unidos da América as condições para uma presumida independência do arquipélago, tendo todavia aquele órgão rejeitado qualquer apoio, principalmente depois da estabilização da situação política em Portugal.




Do ponto de vista económico, os independentistas propuseram como principais meios de subsistência do seu projectado Estado, a renda que deveria vir da base das Lajes, na Terceira, e o recurso à energia geotermal, para suprir as necessidades energéticas que adviriam de um isolamento inicial face a Portugal.



Refira-se a este propósito a manifesta suficiência dessas medidas, quando adicionadas à maior Zona Marítima da Europa, que é o mar dos Açores.




Apesar de todas as acções desenvolvidas no âmbito do plano de acção da FLA, não se conhece um seu responsável que tivesse sido condenado.


A FLA  foi considerada por diversas personalidades regionais como tendo sido de "ideologia fascista", mais não pretendendo que a perpetuação do fascismo nas ilhas.









Bilhete de Identificação de membro da FLA
(publicado com a devida autorização do familiar que o possui)












segunda-feira, 25 de maio de 2026

DIA DOS AÇORES


O Brasão

1820 - Brasão de Armas

O Brasão de Armas da Região Autónoma dos Açores foi aprovado pelo artigo 3.º do Decreto Regional n.º 4/79/A, de 10 de Abril. O brasão é uma nova representação heráldica já que tradicionalmente (pelo menos desde os anos 80 do século XVIII) os Açores (embora sem sanção oficial) aparecem associados heraldicamente a um açor estilizado (semelhante ao incluído no actual brasão) rodeado por nove estrelas, geralmente de cinco pontas.




Descrição do Armorial

A descrição completa do brasão de armas é a seguinte:
  • Escudo: de prata, açor estendido de azul, bicado, lampassado, sancado e armado de vermelho, bordadura de vermelho, carregada de nove estrelas de cinco raios de oiro;
  • Elmo: de frente, de oiro, forrado de vermelho;
  • Timbre: açor sainte de azul, bicado e lampassado de vermelho, carregado de nove estrelas de cinco raios de oiro;
  • Paquife: de azul e prata;
  • Suportes: dois toiros de negro, coleirados e acorrentados de oiro, sustendo o da dextra um balção da Ordem de Cristo, com lança azul, ponta e copos de oiro, e sustentando o da sinistra um balção vermelho, com uma pomba estendida de prata, com lança azul, ponta e copos de oiro;
  • Divisa: «Antes morrer livres que em paz sujeitos».

O açor estendido representa as ilhas, numericamente definidas pelas nove estrelas de cinco raios de oiro; o esmalte (vermelho) da bordadura e o metal (oiro) dos seus móveis (estrelas) são idênticos às cores da bordadura do Brasão de Portugal. O açor de azul e o campo de prata definem as cores dos Açores, que são, de resto, as que sempre foram historicamente utilizadas desde o tempo da monarquia constitucional.

Os suportes (toiros) acorrentados pretendem simbolizar uma das mais importantes fontes de riqueza dos Açores, ou seja a bovinicultura, simbolizando o animal ao serviço do açoriano. Os dois balções (lanças com bandeira) representam a Ordem de Cristo, donatária dos Açores ao tempo da colonização, e o símbolo do Espírito Santo (a pomba), um dos mais antigos e fervorosos cultos da gente dos Açores.
A versão autêntica do brasão foi publicada em anexo ao Decreto Regulamentar Regional n.º 41/80/A, de 31 de Outubro.

A Divisa


Brasão de Armas do Exército
no Castelo de São João Batista
em Angra do Heroísmo
A divisa Antes morrer livres que em paz sujeitos é retirada de uma carta escrita a 13 de Fevereiro de 1582 por Ciprião de Figueiredo, então corregedor dos Açores e grande apoiante de D. António I, Prior do Crato, ao rei Filipe II de Castela recusando-lhe a sujeição da ilha Terceira em troca de mercês várias. Em resposta à proposta de Filipe II, Ciprião de Figueiredo diz:

 "… As couzas que padecem os moradores desse afligido reyno, bastarão para vos desenganar que os que estão fora desse pezado jugo, quererião antes morrer livres, que em paz sujeitos. Nem eu darei aos moradores desta ilha outro conselho … porque um morrer bem é viver perpetuamente




Antes de ser adotada pelo parlamento açoriano como divisa da Região Autónoma dos Açores, a frase já era utilizada como moto das diversas unidades militares que ao longo dos últimos três séculos estiveram aquarteladas no Castelo de S. João Baptista do Monte Brasil, em Angra do Heroísmo.






O Hino dos Açores

Aristides Moreira da Mota

O Hino dos Açores terá sido tocado em público pela primeira vez pela Filarmónica Progresso do Norte, em Rabo de Peixe, São Miguel, a 3 de Fevereiro de 1894.

Nesse mesmo dia, António Tavares Torres, então presidente da Comissão Executiva da Câmara Municipal da Ribeira Grande, acompanhado de um grupo de amigos e da Filarmónica Progresso do Norte, foi a Ponta Delgada apresentar o hino.

Depois da Filarmónica o ter executado em frente das residências dos membros da Comissão Eleitoral Autonómica, ao anoitecer, reuniu-se no Campo de São Francisco um largo grupo de apoiantes da autonomia, que depois percorreu as ruas da cidade em direcção ao Centro Autonomista frente ao qual se realizou um comício autonomista da campanha para as eleições gerais daquele ano. No comício discursaram, entre outros, Caetano de Andrade, Pereira Ataíde, Gil Mont'Alverne de Sequeira e Duarte de Almeida.


Gil Mont'Alverne de Sequeira
A 14 de Abril de 1894, dia das eleições gerais em que foram eleitos deputados autonomistas os Gil Mont'Alverne de Sequeira, Pereira Ataíde e Duarte de Andrade Albuquerque, realizou-se um cortejo pelas ruas de Ponta Delgada, integrando filarmónicas que tocavam o Hino da Autonomia, que os acompanhantes cantavam.

A 9 de Março de 1895, as filarmónicas também tocaram o Hino da Autonomia na Praça do Município de Ponta Delgada, numa festa organizada para assinalar a promulgação do Decreto de 2 de Março de 1895, que concedia, embora mitigada, a tão desejada autonomia.


Ao longo dos anos, e em função da evolução política, o hino terá tido várias letras.



A primeira que se conhece é a do Hino Autonomista, na realidade o hino do Partido Progressista Autonomista, liderado por José Maria Raposo de Amaral, então maioritário em São Miguel.

A composição é da autoria do poeta António Tavares Torres, natural de Rabo de Peixe e militante daquele partido. Fruto do calor autonomista do tempo, a versão original do hino tinha a seguinte letra:



Voz:
O clamor açoriano,
Em sã justiça fundado,
Pede essa ampla liberdade
Que se deve a um povo honrado.
Refrão:
Para nós é vergonhosa
A central tutela odiosa,
Que em nossos lares recai.
Povos! Pela autonomia
Batalhai com valentia,
Com esperança batalhai!
Voz: Autonomia... eis o lema
Do ideal açoriano
Negá-la seria um crime;
Combatê-la desumano.
Refrão:
Para nós é vergonhosa
...................
Voz:
Quando um povo se ergue à altura
Da sua nobre missão,
Põe na Carta d'Alforria
A mais nobre aspiração.
Refrão:
Para nós é vergonhosa
...................
Voz:
Quase em cinco séculos temos
Sempre honrado a pátria glória.
Deve a pátria agora honrar
Os anais da nossa História.
Refrão:
Para nós é vergonhosa
...................
Voz:
Eia! Avante Açorianos,
É já tempo, despertais!
Pela santa Autonomia
Com denodo trabalhai.
Refrão:
Para nós é vergonhosa
...................


O texto do Hino dos Açores, da autoria de Natália Correia, oficialmente adoptado pelo Decreto Regulamentar Regional nº 49/80/A de 21 de Outubro, é o seguinte:

Deram frutos a fé e a firmeza
no esplendor de um cântico novo:
os Açores são a nossa certeza
de traçar a glória de um povo.
Para a frente! Em comunhão,
pela nossa autonomia.
Liberdade, justiça e razão
estão acesas no alto clarão
da bandeira que nos guia.
Para a frente! Lutar, batalhar
pelo passado imortal.
No futuro a luz semear,
de um povo triunfal.
De um destino com brio alcançado
colheremos mais frutos e flores;
porque é esse o sentido sagrado
das estrelas que coroam os Açores.
Para a frente, Açorianos!
Pela paz à terra unida.
Largos voos, com ardor, firmamos,
para que mais floresçam os ramos
da vitória merecida.
Para a frente! Lutar, batalhar
pelo passado imortal.
No futuro a luz semear,
de um povo triunfal.


A Bandeira dos Açores




A Bandeira dos Açores foi aprovada pelo Decreto Regional nº 4/79/A, de 10 de Abril, e regulamentada pelo Decreto Regulamentar Regional nº 13/79/A, de 18 de Maio. Corresponde, com pequenas alterações de estilização e com a adição do escudete português no canto superior, à bandeira hasteada pela primeira vez em 1893, na Ilha de São Miguel, durante a primeira campanha autonomista do século XIX.
Nos termos do artigo 2.º do diploma legal que a aprovou, a bandeira dos Açores tem a seguinte descrição vexilológica:
  • A bandeira tem a forma rectangular, sendo o seu comprimento uma vez e meia a altura.
  • A bandeira é partida de azul-escuro e branco.
  • A divisão do lado da haste tem dois quintos (40%) do seu comprimento, tendo a outra divisão três quintos (60%).
  • Ao centro, sobre a linha divisória, tem um açor voante, de forma naturalista estilizada, de oiro.
  • Por cima do açor, e em semicírculo, tem nove estrelas iguais, de oiro, com cinco raios.
  • Junto da haste, no canto superior, tem o escudo nacional português.
1830 - D. Maria II
As cores que são as mesmas da bandeira da monarquia liberal portuguesa que foi aprovada por decreto de 18 de Outubro de 1830, assinado em Angra, onde então estava instalada a Regência do Reino. Aquela bandeira foi hasteada pela primeira vez no Castelo de São João Batista no Monte Brasil, da cidade de Angra ainda nesse ano. A primeira bandeira hasteada, e que se conserva no Museu de Angra do Heroísmo, diz-se ter sido bordada pessoalmente pela rainha D. Maria II de Portugal.



Bandeira bordada por
D. Maria II
Na bandeira dos Açores, para além do escudete português, simbolizando a ligação do arquipélago e dos açorianos a Portugal, foi incluído um açor, ave associada ao nome do arquipélago, e nove estrelas de cinco raios que simbolizam as nove ilhas habitadas que compõem o arquipélago.

O desenho oficial da bandeira foi publicado em anexo ao Decreto Regulamentar Regional n.º 13/79/A, de 18 de Maio, tendo-se optado pela utilização na parte azul-escuro da bandeira do designado azul ultramarino.


A bandeira dos Açores foi oficialmente hasteada pela primeira vez a 12 de Abril de 1979 nas sedes dos departamentos da administração regional autónoma, havendo nessa tarde o encerramento de todos os serviços oficiais (Despacho Normativo n.º 21/79, de 12 de Abril, e Despacho Normativo n.º 22/79, de 12 de Abril).






1986 - Freguesia dos Ginetes - São Miguel





1980 - Moeda comemorativa da RAA



1895/1995 - Moeda comemorativa
do Centenário da Autonomia dos Açores

1986 - Moeda comemorativa
do 10º aniversário da Autonomia dos Açores



1895/1995 - Medalha comemorativa
 do centenário da Autonomia dos Açores

1895/1995 - Medalha comemorativa
do centenário da Autonomia dos Açores