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| 1844 - Baía da Horta |
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| 1375 /1377- Atlas Catalão |
Descoberta e povoamento
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| 1905 - Vista da Horta |
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| 1905 - Faial - Vista dos Flamengos |
Valentim Fernandes acrescenta um pormenor, por rogo da dita Senhora, os homens que mereciam morte civil mandou que fossem degredados para esta ilha.
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| Igreja de Nossa Senhora das Angústias |
Do século XVI aos nossos dias
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| 1804 - Fortificação da Horta |
| 1903 - Baía da Horta |
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| 1869 - Horta - Fayal |
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| 1833/1983 - Medalha comemorativa do 150º aniversário da Elevação da Horta a Cidade |
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| 1859 - Carta expedida de Horta para o Brasil, via Lisboa (Correio Geral da Corte) por Charles Dabney |
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| 1855 - Carta expedida em mão a bordo do Vapôr "Açorianno" e franqueada na Horta (carimbo 49) |
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| 1583 - Ataque ao Forte de Santa Cruz |
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| Colégio dos Jesuítas (ao fundo) |
O desenvolvimento da caça da baleia traz à Horta, durante todo o séc. XIX, as frotas baleeiras, que se abrigam em Porto Pim para refrescar as tripulações e engajar arpoadores e remadores açorianos, famosos pela sua coragem e destreza.
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| 1939 - Carta registada expedida do Fayal para a América |
O canhão "Long Tom".
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| O canhão "Long Tom", na Horta, preparando-se para a sua viagem até à América |
Recuperado do fundo do porto e depois de dezenas de anos de serviço no Castelo de Santa Cruz, veio a ser cedido, em 1892, aos Estados Unidos, que o expõem, em Washington, no Arsenal da Marinha de Guerra.
Os baleeiros e Moby Dick.
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| Baleação no Faial |
A Horta fazia parte da gesta desses homens rudes que partiam de New Bedford para regressarem, anos depois, cansados, doentes e nem sempre ricos. A Horta figurava, por esse motivo, no ciclo rama pintado sobre pano que era exibido, de cidade em cidade dos Estados Unidos, para mostrar a vida dos baleeiros. os seus portos de escala, a sua dura faina. Eram dezenas os baleeiros que, nos meses de Primavera e Verão, se abrigavam por detrás dos Montes Queimado e da Guia.
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| Herman Melville - Moby Djck |
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| 1900 - Baleeiras americanas no porto da Horta |
Todos tinham tripulantes açorianos atraídos pelo risco e pela paga, apreciados pela sua resistência e coragem, como aquele jovem Danil que na célebre obra de Herman Melville participa na implacável perseguição à grande baleia branca, a Moby Djck.
Os cabos telegráficos.
Invocados quase
diariamente para justificar o bom e o mau tempo nos boletins meteorológicos da
Europa e América do Norte, os Açores constituem uma área, a meio oceano, onde se
processam alterações da pressão atmosférica que influenciam as condições
climatéricas de uma vasta área geográfica. A importância deste fenómeno foi
salientada pelo príncipe Alberto de Mónaco nas diversas campanhas de
oceanografia que realizou no arquipélago na segunda metade do séc. XIX, o que
levou a serem instalados nos Açores observatórios meteorológicos, sendo dos
primeiros e o mais importante o instalado na Horta, no Monte das Moças, cujas
observações eram transmitidas por cabo submarino, para Lisboa. Londres, Paris,
Hamburgo e Washington.Com a instalação, em 1893, do primeiro cabo telegráfico ligando a Horta a Carcavelos, Portugal, deu-se o primeiro passo para a sucessão de acontecimentos que fariam da cidade um dos maiores centros mundiais de telecomunicações da primeira metade deste século. Ao cabo inicial, montado sobretudo com o objectivo de serem transmitidas observações meteorológicas necessárias à previsão do tempo nos Açores e sua influência na Europa, vieram juntar-se, em 1900, cabos de companhias alemãs e americanas, completadas por novas amarrações em 1903 e 1904. Terminada a Primeira Guerra Mundial são instalados novos cabos em 1924, 1925, 1926 e 1928. Os 15 cabos, que ligavam a Horta às principais capitais do mundo, exigiam pessoal especializado na sua manutenção e operação, para além de instalações técnicas apropriadas.
Ergue-se, assim, no eixo definido pela
Rua Cônsul Dabney, um conjunto de edifícios que vem alterar o perfil da cidade e
são o testemunho da atmosfera cosmopolita desse período áureo em que as diversas
nacionalidades confraternizavam com a população em festas, provas desportivas,
passeios pela ilha. Como testemunho dessa época estão os edifícios da companhia
alemã DTA, hoje ocupados por organismos governamentais, que mantém a traça
inicial, destacando-se a saia de baile, com vitrais, e o núcleo da companhia
americana WUT, adaptado a hotel. A evolução tecnológica, ampliando a capacidade
de transmissão de mensagens dos cabos telefónicos, o recurso à rádio e, mais
tarde, a satélites vieram a determinar a progressiva extinção das companhias que
operavam na Horta, realizando-se, em finais de 1969, a cerimónia de despedida da
última empresa.A epopeia dos hidroaviões.
A conquista do
ar teve na Horta algumas das suas horas de glória. Tudo começou, em 1919, com a
passagem pela cidade do minúsculo e frágil hidroavião "NC4", pilotado pelo
americano Albert C. Read, aquando da primeira travessia aérea do Atlânlico
Norte, com escalas. Anos mais tarde, outros pilotos - italianos, alemães,
americanos, franceses - escolhem a Horta como ponto de escala para as suas
tentativas, nem sempre bem sucedidas, de travessia do Atlântico. Em 1929 pousa
na Horta o que era então o maior avião do mundo, o «Dornier DO-X», monstro de 30
toneladas e 12 motores, e em 1933 parte da esquadrilha italiana do marechal
Balbo no regresso do "raid" aéreo Roma, Chicago, Roma.Mas é com a passagem pela cidade, nesse mesmo ano, do aviador Charles Lindbergh que a Horta entra na história da aviação comercial. Nesse voo de reconhecimento, por conta da Pan American, o herói da travessia solitária do Atlântico pôde verificar o interesse da cidade come escala das futuras ligações regulares por hidroavião entre a Europa e a América.
A primeira companhia a utilizar a Horta como base de
apoio foi a Lufthansa, que, de 1936 a 1938, realizavários voos com o recurso a
navios-catapulta. A Imperial Airways (precursora da actual BA - Brilish Airways)
e a Air France realizam voos entre 1937 e 1939. Com a introdução dos gigantescos
hidroaviões "clipper" pela Pan American, a Horta é, de 1939 a 1945, escala das
carreiras regulares entre a Europa e a América.Durante a infância de António José as condições económicas da família melhoraram substancialmente, tendo o pai enveredado pelo comércio e conseguido amealhar alguns recursos. Tanto assim é que, quando António José termina com excepcional brilho os poucos estudos então disponíveis no Faial, já o pai dispunha de meios suficientes para lhe permitir estudos fora da ilha, o que então era privilégio de poucos.
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| Brasão do Duque de Ávila e Bolama |
Assim, com apenas 15 anos, Ávila matriculou-se na Universidade de Coimbra, onde estudou filosofia natural e os preparatórios de Matemática. Frequentou também naquela Universidade o primeiro ano de Medicina. Dos tempos de estudante não se lhe conhece qualquer militância política.
Com o início da Guerra Civil de 1832-34, regressou aos seus Açores, onde se achava o governo liberal no exílio, tornando-se um político local de grande sucesso.
Após o fim da guerra (1834, foi eleito pela primeira vez para as Cortes, pelo círculo dos Açores; durante 26 anos consecutivos, foi deputado da Nação ao Parlamento.
Com o fim dos ciclo de governos setembristas (com a subida ao poder, pela primeira vez, do cartista Joaquim António de Aguiar, em 1841. Ávila tornou-se ministro das Finanças, cargo que manteve durante os governos de Costa Cabral e do Duque da Terceira. Só com a subida ao poder de Saldanha, abandonou o governo. Em 1857, no primeiro governo do Duque de Loulé, voltou a assumir a pasta da Fazenda.
Por Alvará de Mercê Nova de 9 de Outubro de 1860, concederam-se a António José de Ávila as seguintes Armas de Ávila: esquartelado, o 1.º e o 4.º de ouro, com uma águia estendida de negro, o 2.º e o 3.º de prata, com três faixas de vermelho, acompanhadas de quatro olhos sombreados de azul, alinhados em banda; timbre: a águia do escudo.
| 1941 - Sobrescrito comemorativo do 1º voo de Horta para Bolama (Guiné Portuguesa) |
Enquanto chefe de governo, Ávila revogou o imposto que causara a impopularidade e queda do governo anterior, mas tal agravou as dificuldades financeiras do Estado, pelo que acabaria por cair em 22 de Julho do mesmo ano.
Voltaria ainda a ser ministro das Finanças, e de novo presidente do Conselho entre 29 de Outubro de 1870 e 13 de Setembro de 1871, altura em que foi substituído por Fontes Pereira de Melo. Foi então designado para presidir à Câmara dos Pares, em substituição do Duque de Loulé.
Em 1877, devido ao descontentamento popular, o governo Fontes caiu, e Ávila foi de novo chamado a formar governo, o qual durou dez meses, até Fontes voltar ao Poder.
No ano seguinte, foi nobilitado com o título de 1.º Duque de Ávila e Bolama, em recompensa pelos serviços prestados ao País, e como gratificação pelas negociações por si encetadas, tendo em vista a posse da ilha de Bolama, na Guiné,, por Portugal.

Primeira fase eruptiva
De 16 a 27 de Setembro de 1957, registou-se uma crise sísmica na ilha com
mais de 200 sismos, de intensidade não superior a grau V da Escala de Mercalli. No dia 23 de Setembro de 1957, a água do mar começou
a fervilhar. Três dias depois, a actividade aumentou intensamente havendo
emissão de jatos negros de cinzas vulcânicas com cerca de 1 000 metros de altura
(atingindo a altitude máxima de 1 400 metros) e uma nuvem de vapor de água que
subia por vezes a mais de 4 000 metros.A 27 de Setembro, teve início pelas 06.45 horas uma erupção submarina, a 300 metros da Ponta dos Capelinhos (ou seja, a 100 metros dos Ilhéus dos Capelinhos). A partir de 13 de Outubro, a emissão de gases e as explosões de piroclastos, ainda que violentas, passaram a ser menos frequentes. Estas foram rapidamente sucedidas por explosões violentas, atirando bombas de lava e grandes quantidade de cinzas para o ar, enquanto que, por baixo, correntes de lava escorriam para o mar. A erupção continuou intensa até 29 de outubro, com constantes chuvas de cinzas sobre o Faial que destruíram culturas agrícolas e forçaram a evacuação das populações das zonas mais próximas do vulcão.
A erupção evoluiu formando primeiro uma pequena ilha a 10 de Outubro, chamada de "Ilha Nova" (ou "Ilha dos Capelinhos", e ainda, "Ilha do Espírito Santo"), com 600 metros de diâmetro e 30 metros de altura, ficando com a cratera aberta ao oceano. Dada a temperatura, a emissão de materiais revelou um tom acinzentado. A ilha atingiria por fim os 800 metros de diâmetro e 99 metros de altura. Esta primeira pequena ilha afundou-se na cratera, no dia 29 de Outubro.
Munido da sua câmara de filmar, Carlos Tudela e Vasco Hogan Teves, repórteres da RTP, desembarcaram a 23 de Outubro na ilha recém-nascida, na vertente do vulcão activo. Acompanhado do jornalista Urbano Carrasco, do Diário Popular, arriscaram as suas vidas num pequeno barco a remos (movido por Carlos Raulino Peixoto) para colocar a bandeira nacional na "Ilha Nova".
Segunda fase eruptiva
A 4 de Novembro de
1957, a erupção vulcânica recomeça e rapidamente se formou uma nova ilha. Com a
formação de um istmo, no dia 12 de Novembro, a ilha
ligou-se à ilha do Faial. A actividade eruptiva aumentou progressivamente,
atingindo o seu máximo na primeira quinzena de dezembro, surgindo um segundo
cone vulcânico. A 16 de Dezembro, depois de uma noite de chuvas torrenciais e abundante queda de
cinzas, cessou a actividade explosiva e começou a efusão de lava incandescente,
a que se juntaram, três dias depois, as explosões com jactos de cinzas e muitos
blocos de pedra. Precisamente no dia 29 de Dezembro, a actividade eruptiva conheceu
uma nova e breve pausa.Terceira fase eruptiva
De janeiro a abril de 1958, reapareceram jatos pontiagudos de cinzas,
geralmente acompanhados de fumos brancos ou acastanhados. Em março, os Ilhéus
dos Capelinhos já haviam desaparecido definitivamente sob manto das cinzas e
areias, tendo estas formado dois areais de apreciável dimensão, chegando a
atingir vários metros de espessura junto ao farol e nas áreas adjacentes, o que
levou ao soterramento de casas e à ruína dos telhados de muitas habitações
próximas, ainda hoje visíveis.
No início de 1958, John Scofield, repórter da revista National
Geographic, e o famoso fotógrafo Robert F. Sisson, passaram um mês a
documentar as várias fases da erupção.Depois da violenta crise sísmica na noite de 12 para 13 de maio, em que houve mais de 450 sismos, a erupção dos Capelinhos sofreu reajustamentos profundos no edifício vulcânico e na estrutura tectónica. A partir de 14 de Maio, a actividade passou ao tipo estromboliano, com fortes ruídos, acompanhados de ondas infra-sónicas que fizeram estremecer portas e janelas em toda a ilha e, por vezes, nas ilhas próximas, e com a projecção de fragmentos de lava incandescente que iam a mais de 500 metros de altura. Também nesse dia, surgiram fumarolas no fundo da Caldeira (vulcão central da ilha), que emitiam vapor de água com cheiro a enxofre e com lama em ebulição.
A erupção constituiu "um espectáculo grandioso", um misto de belo e horrendo que jamais será esquecido por quem o presenciou. É legado transmitido para as gerações seguintes. A erupção prosseguiu por mais uns meses, consistindo em explosões moderadas do tipo estromboliano com várias correntes de lava, a última das quais a 21 de Outubro, sendo observado no dia 24 de Outubro, pela última vez a emissão de fragmentos incandescentes.
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| 1987 - Projecto do arquitecto Manuel Correia Fernandes |
A Assembleia Legislativa Regional dos Açores localiza-se na cidade e concelho da Horta, na ilha do Faial. Constitui-se no órgão legislativo e de fiscalização parlamentar da Região Autónoma dos Açores.
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| 1859/2009 - 150 anos da Sociedade "Amor da Pátria" |
| Sociedade Amor da Pátria |
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| 1986 - 10 anos da ALRA |
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| 1895/1995 - 100 anos de Autonomia |
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| 1976/1996 - 20 anos da ALRA |


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