sábado, 14 de fevereiro de 2026

Dia dos Namorados (14 de Fevereiro)



Dia dos Namorados, ou dia de São Valentim,
 celebra-se a 14 de Fevereiro.

Mais romântico do que o amor que está no ar nesta altura é a origem dessa comemoração, a mais romântica do ano.

Origem do Dia dos Namorados



A história do Dia de São Valentim remonta ao século III d.c. O Imperador romano Cláudio II proibiu os casamentos, para assim angariar mais soldados para as suas tropas.

Um sacerdote da época, de nome Valentim, desrespeitou este decreto imperial, realizando casamentos. O segredo foi descoberto e Valentim foi preso, torturado e condenado à morte.



Executado no dia 14 de Fevereiro do ano de 269, a data deu origem ao dia dos namorados.
Antes de morrer, porém, Valentim conseguiu enviar e receber algumas cartas ainda na cela, o que originou a troca de cartões, os chamados "valentines".



Dia dos Namorados
Emissão CTT - 2026




sexta-feira, 13 de fevereiro de 2026

A Origem do Carnaval e a Terceira


Muitos Parabéns Ilha Terceira.

Chegou o dia do nosso Majestoso Carnaval ser oficialmente distinguido como “Património Cultura Imaterial”.

Parabéns aos Organizadores, aos Dançarinos, aos Músicos, às Costureiras, aos Atores, aos Ensaiadores, aos Autores, aos Diretores das Sociedades Recreativas que acolhem o nosso Carnaval, aos Espectadores, que são a chama de ternura que aquece os nossas salões. ao Homem dos foguetes, aos nossos Emigrantes que levaram e mantiveram o nosso Carnaval a desfilhar pelos palcos da Diáspora.

Muitos Parabéns a todos quantos deram os ombros e levaram avante o projeto que levou o Carnaval da Ilha Terceira a este tão merecido patamar.

Um enorme bem-haja a todos e Viva ao Carnaval da Ilha Terceira.


O meu abraço com amizade para todos.

Hélio Costa.


O CARNAVAL
(Breve história da sua origem)


 
Deusa Ísis
O motivo do Carnaval é enigmático e sobre ele subsistem matizadas versões. Terá aparecido na Europa e se vulgarizado pelo planeta conduzido por gregos e romanos e, posteriormente, pelos colonos portugueses, espanhóis, franceses e holandeses para territórios e continentes onde dissemelhantes plebes o moldaram às suas inerentes culturas sociais e vivências. Não se pode certificar, igualmente, com segurança qual é a origem do vocábulo, mas existem duas versões quanto à sua acepção.




 
Deus Baco
A primeira afiança que a palavra Carnaval vem de carrus navalis, os carros navais com gigantescas pipas de vinho que durante as Bacanais, festins em honra a Baco (Deus dos ciclos vivificantes, do júbilo e do vinho, popular entre os gregos como Dionísio), eram concedidos aos habitantes Romanos.

À segunda versão é adjudicada procedência religiosa, com interpretação antagónica à diversão, ao divertimento e à malícia a que associamos o Carnaval contemporâneo. Segundo este traslado, o termo "Carnaval" teve origem no latim carnevale, designando "suspensão da carne".


 
Papa Gregório I
O Papa Gregório I, detentor do cognome o Grande, transferiu em 590 d.C. o princípio da Quaresma para a quarta-feira anterior ao sexto domingo que antecede a Páscoa. Ao sétimo domingo, denominado de "quinquagésima", deu o título de dominica ad carne levandas, enunciação que foi gradualmente resumida para carne levandas; carne levale; carne levamen; carneval; carnaval, todas mutáveis de dialectos italianos que designam a acção de livrar, embargar, logo de "retirar a carne" da alimentação do ser humano.

Os cristãos inauguravam o festejo do Carnaval na quadra de ano novo e festa de Reis, redobrando-a no período que se antepunha ao derradeiro dia em que os cristãos comiam carne antes da Quaresma, que prepara os fiéis para a Páscoa.

 

Quaresma Cristã
Durante a Quaresma havia, também, privação de sexo e entretenimentos como o circo, o teatro ou as festas, alongando o sentido da suspensão da carne aos prazeres considerados carnais. Logo, todos tratavam de usufruir supremamente até ao último dia, que ficou sabido como "terça-feira gorda".

O Carnaval finda com a penitência na Quarta-feira de Cinzas, que dá início à expurgação do corpo e da alma pelo dilatado jejum de quarenta dias, reedificando desse modo a ordem fendida pela libertinagem do festejo.
 




Deus Ápis
As celebrações carnavalescas são mais clássicas do que a religião cristã e avolumam numerosos símbolos e significados ao longo da história dos povos.

Há referências a festas análogas praticadas por matizados povos agrários, como entre os egípcios
(festa em louvor à deusa Ísis e ao boi Ápis), entre hebreus, entre babilónios (festa das Sáceas, que durava cinco dias nos quais reinavam a licença sexual e a inversão dos papéis entre senhores e servos) e entre os antigos germânicos (festa oferecida à deusa
Herta).


Deusa Ísis

Durante essas festas, homens e mulheres comemoravam o desfecho do clima nefasto do
Inverno – que aniquilava o plantio, repelia a caça e os aprisionava aos abrigos – e o começo do tempo benigno, com a volta da quentura do sol, a vinda da primavera, das flores e da opulência do solo, cantarolando e bailando para expor o seu contentamento e espantar as contraproducentes energias do gélido frio e da cavernosa opacidade que molestavam o plantio.






 

O CARNAVAL NA TERCEIRA


O Carnaval nos Açores é um misto de entrudo, bailes, marchas, danças e bailinhos. A origem do Carnaval ou Entrudo Terceirense perde-se nos tempos.



Na Terceira, as marchas, danças e bailinhos, em número de meia centena, levam às sociedades de toda a Ilha, milhares de pessoas para assistirem a um típico teatro popular que ironiza o quotidiano açoriano e as figuras políticas regionais. É uma tradição popular que passa de geração em geração.



Cada freguesia da ilha organiza um ou mais grupos a que chamam dança ou bailinho, compondo a sua própria música (letra e arranjos), ensaiam uma coreografia, ensaiam a intrepretação da comédia, criam as suas próprias roupas e deambulam nos dias, especialmente noites de carnaval, pelas diversas comunidades da Terceira.

 
 
 

Existem várias categorias de danças e bailinhos: As danças de espada, as danças de pandeiro, as danças de varinha e os bailinhos que podem ter tanto a vara como a pandeiro, masculinos, femininos ou mistos.




Na Graciosa, em São Jorge, Sta Maria, Pico, Faial, Flores e Corvo, são os bailes e matinés nas sociedades que recebem centenas e centenas de pessoas que, com trajes de carnaval e fantasias, entrudam em alegres convívios, acompanhados com os doces típicos da época: filoses, malassadas e cuscorões, sem esquecer os licores, o "cup", e as bebidas típicas das ilhas. Convém ainda referir o teatro popular dos bandos que no Pico satiriza o quotidiano das populações da ponta da ilha, ou os desfiles carnavalescos de milhares de crianças em todo o arquipélago.




FOTOGRAFIAS









Carnaval Infantil em Angra do Heroísmo
13 de Fevereiro de 2026



quarta-feira, 4 de fevereiro de 2026

Almeida Garrett e a Terceira (1799-1854)

João Baptista da Silva Leitão de Almeida, mais tarde visconde de Almeida Garrett, nasceu no Porto, no dia 4 de Fevereiro de 1799, e faleceu em Lisboa em 1854. Seu pai, António da Silva Bernardo, selador da Alfândega do Porto e natural da ilha do Faial, refugiou-se com a família na ilha Terceira para evitar o flagelo da invasão francesa de 1810.

João Baptista é, então, um adolescente sensível e precoce. Em Angra faz as suas humanidades sob a tutela do tio D. Frei Alexandre da Sagrada Família, bispo de Angra. Ainda por influência deste, o jovem toma ordens menores, mas, na referida cidade, apaixona-se por Elisabeth Hewsson, uma inglesinha de família ligada ao comércio da laranja e já há alguns anos estabelecida na Terceira.

Os pais e o bispo, sabendo do namoro, resolvem afastar da jovem inglesa o futuro eclesiástico, mandando-o, em 1814, passar uns tempos na Graciosa em casa do tio João Carlos Leitão (irmão da mãe de Garrett), juiz de fora naquela ilha.

E é na Graciosa que João Baptista escreve os primeiros versos, já reveladores do seu talento de homem de letras. Segundo a tradição oral, o futuro escritor apaixonou-se por uma donzela graciosense, de nome Lília, a quem escreveu várias odes, mais tarde publicadas no livro Os primeiros versos de Garrett (Porto, Livraria Magalhães e Moniz, 1902), de Mendo Bem, a partir do manuscrito original que Garrett oferecera ao graciosense Francisco Homem Ribeiro, intitulado Odes Anacreonticas compostas e offerecidas ao senhor Francisco Homem Ribeiro por J.B.S.L. seu menor criado - Graciosa.

Durante a permanência do jovem poeta na ilha branca, ocorreu um episódio semiescandaloso, relatado por Francisco Gomes de Amorim, biógrafo de Garrett, e que ainda hoje faz parte do imaginário graciosense.
Um dia, o futuro Garrett ouve dizer que a pequena distância da vila de Santa Cruz se prepara uma festa religiosa a que concorre muita gente. Como não lhe falta a coragem, planeia aproveitar a ocasião para ensaiar os seus dotes oratórios. Em segredo vai oferecer-se ao mordomo da festa para dizer o sermão. O mordomo, vendo-o tão criança, não aceita a proposta, mas o jovem insiste:

- Olhem que eu sou sobrinho do bispo da diocese, e quem é sobrinho de bispo pode pregar.
- Mas o menino sabe latim?
- Mais do que muitos frades. Em Angra já eu tenho pregado muitos sermões.
O mordomo acredita ou deixa-se convencer e, chegado o dia da festa, João Baptista sobe ao púlpito com toda a segurança. Pasma o povo que enche a ermida de ver um garoto naquele lugar. Na sua voz infantil, afirma com rasgo teatral:
- Não ajuízem do sermão pela figura de quem o profere nem pela voz do pregador. Meditem bem nas minhas palavras porque nelas acharão só a verdade. A verdade, meus irmãos, tanto pode ser dita pelos velhos como pelas crianças.


Entusiasma-se o orador, e os ouvintes deixam-se dominar, esquecendo a idade de quem lhes fala. Depois de descrever a vida do orago, João Baptista entra no epílogo, condenando os vícios e exortando os fiéis à prática das virtudes cristãs, ele que ainda não sabe o que é o Mundo. Ao descer do púlpito, é saudado, à passagem, pelas exclamações do povo. O jovem sente a satisfação do triunfo e vai passear pelo arraial, sendo festejado por muita gente, incluindo pessoas da vila que foram ver a festa. Chega, por elas, a notícia aos ouvidos do tio que se zanga, não vá o bispo ofender-se. Mas D. Frei Alexandre, ao saber da ousadia do sobrinho, em vez de levar a mal, vê no facto uma prova da vocação do garoto para a vida eclesiástica.


Engana-se o bispo. Regressado à Terceira, o enamorado sobrinho, futuro diletante, dândi e janota que há-de ser príncipe dos salões mundanos, amoroso impenitente e homem de paixões, faz saber aos pais que já não quer ser padre. E, pouco tempo depois, parte para Lisboa com o objectivo de estudar leis em Coimbra. O futuro autor de Frei Luís de Sousa (1843) e Viagens na Minha Terra (1846) deixa, nas ilhas Terceira e Graciosa, idílios dos primeiros versos e dos primeiros amores...

Fonte: Victor Rui Dores

Almeida Garrett (1799-1854), embora tivesse nascido no Porto, era filho de um açoriano e viveu na Terceira, na sua juventude. Liberal convicto, aderiu à Revolução de 1820, mas foi obrigado, como muitos outros, a exilar-se após o controlo do poder pelos miguelistas. A reviravolta que os liberais terceirenses imprimiram a todo este processo, em 1828, permitiu que os exilados fossem regressando do estrangeiro e estabelecessem na ilha o seu quartel-general. 

Placa na fachada da casa na Rua de São João, Angra do Heroísmo,
onde viveu Almeida Garrett.

Durante a sua permanência em Angra, Garrett exerceu funções governativas, junto de Mouzinho da Silveira e, em 1832, acompanhou D. Pedro na conhecida expedição dos Bravos do Mindelo

Consolidado o regime liberal exerceu vários cargos na governação e foi eleito deputado por Angra.



 É da sua autoria a redacção do decreto de 1837 que atribuiu a Angra o sobrenome de Heroísmo e o título de Sempre Constante e à Praia o sobrenome de Vitória e o título de Muito Notável.


Por todas estas razões ficou ligado à ilha Terceira. Por altura da comemoração do centenário da sua morte, a Comissão Central escolheu as cidades a que mais havia estado ligado, para promover as comemorações, onde se incluiu Angra do Heroísmo.


O programa das comemorações, organizado pelo grupo Amigos da Terceira e pela Câmara Municipal, iniciado em Novembro de 1954, contou com a presença do Professor Catedrático, António de Almeida Garrett, representante da Comissão Central e familiar do homenageado. Desse programa, destaco dois momentos.

O primeiro ocorreu com a inauguração da "glorieta" em sua homenagem no jardim de Angra. A efígie é da autoria do escultor Xavier da Costa e ficou enquadrada num projecto do arquitecto Fernando de Sousa.


Das várias inscrições que nela constam saliento a seguinte: "Não tive a fortuna de nascer naquele torrão, mas a minha pátria, mas a de meus pais, mas o meu património, mas tudo quanto constitui a pátria dum homem, é a minha saudosa ilha Terceira, um dos mais nobres padrões da glória portuguesa".
Homenagem a Garrett na Cidade da Praia da Vitória


Na Praia da Vitória, foi também descerrada uma placa, em cerimónia oficiosa, junto à Avenida Beira-mar. No texto, concebido por Vitorino Nemésio, pode ler-se: "A Garrett, que em menino andou por esta praia e em 1829 a cantou no seu exílio de Londres: E a Praia é só/Apenas se ouve a bulha compassada/Da ressaca, gemendo e murmurando".



Placa na Praia


Foram colocadas ainda outras placas: uma na Rua de São João, na casa onde viveu, e outra numa quinta da família, no Caminho do Meio, em São Pedro.

A homenagem (Angra, Jardim Duque da Terceira) a Garrett em 1954


Dado que o Estado Novo tudo fez para que fosse esquecido o percurso histórico liberal, nestas comemorações foi essencialmente privilegiada a faceta do escritor romântico e do poeta. O único terceirense que, nesta ocasião, teve a ousadia de evocar Garrett como homem de pensamento liberal foi Luís da Silva Ribeiro.
 

Homenagem a Garrett no Jardim "Duque da Terceira"

Considerado o primeiro autor romântico em Portugal, João Batista da Silva Leitão de Almeida Garrett nasceu no Porto a 4 de Fevereiro de 1799. Passou a sua infância nas propriedades do pai, ao sul do Porto.
Em 1809 foi obrigado a abandonar esta cidade, como consequência da invasão francesa de Soult. Mudou-se para Lisboa com a família e mais tarde para a ilha Terceira (Açores).
Em Angra do Heroísmo, sob a direcção de um tio, o bispo D. Frei Alexandre da Sagrada Família, recebeu a educação clássica que marca os seus primeiros versos.
Aos 17 anos está de novo no continente e estuda Direito em Coimbra, conclui o curso em 1821. É desta época de Coimbra que datam as primeiras tentativas de teatro. Garrett toma como modelos Voltaire, de Maffei e de Alfieri.
Um ano depois, uma reacção miguelista leva-o ao exílio, primeiro em Inglaterra e depois em França. Nos meios literários desses países contacta com o movimento romântico e vai ser o seu introdutor em Portugal.
Garrett envolveu-se directamente nas rupturas político-ideológicas que assinalam a transição do Antigo Regime para o Portugal moderno que é o do Liberalismo. Ao mesmo tempo viveu a tensão que se instalou entre o legado neoclássico e o advento do romantismo.
Entre 1826 e 1828 regressa a Portugal, mas as alternativas de luta entre miguelistas e liberais obrigam o autor a um novo exílio.
Em 1836 encontra-se na ilha Terceira, onde colabora com Mouzinho da Silveira nas reformas que iriam transformar por completo a estrutura do país.
Mais tarde, no cerco do Porto, como soldado, defende o seu ideal político (liberalismo). Depois da vitória toma o cargo de Cônsul-geral em Bruxelas. Frequenta durante dois anos a alta roda e estuda a literatura alemã.
De novo em Lisboa, promoveu a fundação do Conservatório de Arte Dramática e a criação do Teatro Nacional e da Inspecção-geral dos teatros.
A sua personalidade é psicológicamente polifacetada, divide-se entre a vida política, a criação literária e as vivências amorosas. As directrizes do seu comportamento são a instabilidade e a relatividade (de valores, de experiências, de estéticas). Desde a infância foi marcado pelo estigma do exílio. A sua formação e o amadurecimento estético-cultural estão associados a factores de natureza política e ideológica.
Garrett foi uma das mais influentes figuras políticas do país. Como deputado, a partir de 1837, revelou excepcionais dotes de orador. Em 1852 foi ministro do gabinete presidido por Saldanha. Dois anos mais tarde morre, em Lisboa, a 9 de Dezembro.

 


1957-07-27 - Primeiro sobrescrito editado pelo Núcleo Filatélico de
Angra do Heroísmo, onde foi escolhida a estampilha postal de Garrett,
obliterada com o carimbo comemorativo da visita presidencial.

 

Cronologia de Almeida Garrett         

          
          1799 – Almeida Garrett nasce no Porto.


1809 – Parte para a ilha Terceira por causa das invasões francesas. Aí recebe de um tio, bispo de Angra do Heroísmo, uma educação religiosa e clássica.
1816 – Matricula-se no curso de Direito em Coimbra. Adere às ideias liberais e começa a escrever algumas peças de teatro.
1820 – Escreve a tragédia Catão, representada em Lisboa no ano seguinte.
1821 – Já formado, casa com Luísa Midosi e publica o Retrato de Vénus, que lhe valeu um processo judicial e um julgamento de que foi absolvido.
1823 – Com a Vila-Francada, exila-se em Inglaterra, onde contacta com a literatura romântica (Byron e Walter Scott).
1824 – Parte para o Havre, em França, como correspondente.
1825 – Publica em Paris Camões.
1826 – Publica ainda em Paris D. Branca. Regressa a Portugal após a outorga da Carta Constitucional, dedicando-se ao jornalismo político.
1828 – Exila-se de novo em Inglaterra devido à aclamação de D. Miguel.
1830 – Inicia a compilação do Romanceiro.
1832 – Integra-se no exército liberal de D. Pedro IV, desembarca no Mindelo e participa no cerco do Porto, escrevendo aí a primeira pare do Arco de Santana.
1834 – Após a guerra civil, Almeida Garrett é nomeado cônsul geral em Bruxelas. Estuda a língua e a literatura alemãs (Herder, Schiller e Goethe).
1836 – Regressa a Portugal e separa-se de Luísa Midosi, que em Bruxelas o teria traído. Passos Manuel encarrega-o de reorganizar o teatro nacional, nomeando-o inspector dos teatros.
1837 – Perde o cargo de inspector dos teatros por demissão de Passos Manuel. Apaixona-se por Adelaide Deville, que morrerá em 1841 e de quem terá uma filha, Maria Adelaide.
1838 – Publica Um Auto de Gil Vicente.
1841 – Publica O Alfageme de Santarém.
1842 – Costa Cabral instaura um governo de ditadura, contra o qual Garrett luta na oposição parlamentar.
1843 – Escreve o drama Frei Luís de Sousa que será publicado no ano seguinte. Começa também a escrever o romance Viagens na Minha Terra, que publica em folhetins na Revista Universal Lisbonense.
1845 – Publica o romance Arco de Santana e a colectânea de poemas Flores sem Fruto. Inicia-se a paixão por Rosa Montufar, a Viscondessa da Luz.
1846 – É publicado em dois volumes o romance Viagens na Minha Terra.
1850 – É representado no Teatro Nacional o drama Frei Luís de Sousa.
1851 – É nomeado ministro dos Negócios Estrangeiros e recebe o título de Visconde e Par do reino. Conclui a compilação do Romanceiro.
1853 – Publica Folhas Caídas, colectânea poética que causou escândalo na época.
1854 – Almeida Garrett morre a 9 de Dezembro em Lisboa.


Nota de 20$00 de 1915

sexta-feira, 30 de janeiro de 2026

Dionísio de Sousa


Dionísio de Sousa

Dionísio Mendes de Sousa   nasceu na Vila de São Sebastião, ilha Terceira, a 9 de Outubro de 1940.
Professor, escritor português e um profundo investigador da obra e vida de Francisco Ferreira Drummond.


Terminada a instrução primária com o exame do 2.º grau aprovado com distinção na escola de ensino primário da Vila de São Sebastião, frequentou o Seminário Episcopal de Angra do Heroísmo de Outubro de 1952 a Junho de 1954. Neste curso obteve as mais altas classificações e aproveitamento com a atribuição, em todos os anos lectivos, de um diploma reservado aos alunos que obtinham classificações elevadas (mínimo de 16 numa escala de 20) em mais de metade das disciplinas.





Entre 1965 e 1968, prestou serviço militar obrigatório em vários estabelecimentos militares, entre os quais o Estado-Maior do Exército, em Lisboa. Igualmente entre 1965 e 1968, frequentou a Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, na licenciatura de Filosofia, tendo obtido o grau de licenciado. No ano lectivo de 1969/70, exerceu as funções de professor do ensino secundário no Liceu Padre António Vieira (História), em Lisboa, e no Externato Séneca (Português).


Em 1971, frequentou o curso de Ciências Pedagógicas da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa. De 1971 a 1974, matricula-se e frequenta, em regime nocturno e como estudante-trabalhador, o curso de Ciências do Trabalho, no Instituto Superior de Economia (ISEF). De 1971 a 1975, exerceu as funções de director do Serviço de Pessoal na “Transul – Empresa de Transportes” da zona Sul do Tejo.





Em 1976/77, é professor do ensino secundário no Liceu de Almada, nas disciplinas de Filosofia e Psicologia. Em 1977-1978, realiza o Estágio para professor efectivo no Liceu Antero de Quental, em Ponta Delgada, com a classificação de 17 valores. Em 1978/79, efectiva-se como professor do quadro do Liceu de Angra do Heroísmo. Em 1979/80, exerce as funções de presidente do Conselho Directivo do Liceu de Angra.




Entre 1980 e 2004, exerce o mandato de deputado regional durante 6 legislaturas. De 1996 a 1998, foi presidente da Assembleia Legislativa Regional dos Açores. Em 3 de Setembro de 2001, foi agraciado com o grau da Grã-Cruz da Ordem do Infante D. Henrique. De 2002 a 2004, foi presidente da Direcção do Rádio Clube de Angra e, em 2004, aposentou-se com a pensão de professor do ensino secundário.
Por decisão unânime do plenário da Assembleia Regional dos Açores, tomada em 11 de maio de 2006, foi agraciado com a Insígnia Autonómica de Valor.









Actividade como escritor





Desde 1980 que tem colaboração dispersa por vários órgãos da comunicação social açoriana (A União, Diário Insular, Açores Expresso, Correio dos Açores).






Em 2013, selecciona, prefacia e edita a obra “Testamento Poético“ de Coelho de Sousa.


Em 2014, publica as obras "Achegas sobre a Autonomia" e "Livro de Bagatelas", ambos em sistema de auto publicação. Em 14 de Janeiro de 2014, inicia a publicação do jornal trimestral "Boa Nova", primeiro jornal editado na Vila de São Sebastião.


É autor dos blogues, O "Ventilhador" e "Álamo Esguio".



É um apaixonado pela vida e obra do grande historiador terceirense FRANCISCO FERREIRA DRUMMOND sobre o qual já escreveu diversos livros e artigos.








“Conversas ao Telefone & Conversas ao Microfone”,
Da autoria do Pe. Manuel Coelho de Sousa, que decorreu no Salão Nobre dos Paços do Concelho, a 30 de Janeiro de 2026.

A obra, coordenada por Dionísio de Sousa e editada pelo Município de Angra do Heroísmo, contou com apresentação de Francisco Sousa e Paulo Barcelos.
Figura marcante da cultura açoriana e da Igreja Católica no século XX, Manuel Coelho de Sousa destacou-se como sacerdote, jornalista, poeta, dramaturgo e animador cultural.
Neste livro, Dionísio de Sousa resgata e transcreve as crónicas radiofónicas «Conversas ao Telefone» e «Conversas ao Microfone», transmitidas pelo Rádio Clube de Angra entre 1970 e 1973. Com um olhar perspicaz, crítica subtil e profunda sensibilidade humana, o autor traça um retrato íntimo e reflexivo da sociedade da época, constituindo um testemunho raro e valioso da vida quotidiana nos Açores.



O Município editou igualmente a obra “Peças de Teatro”, que será apresentada no próximo dia 27 de fevereiro, na Vila de São Sebastião.
Neste volume, Dionísio de Sousa reúne e apresenta as peças de teatro escritas e levadas a palco por Manuel Coelho de Sousa, revelando uma faceta menos conhecida, mas profundamente expressiva do autor. Com linguagem viva, sentido de humor, crítica social e um olhar profundamente humano, estas peças transportam o leitor para o universo açoriano da época, entre a tradição e a mudança, constituindo um legado artístico e espiritual que enriquece o património cultural dos Açores e reafirma a atualidade da sua visão.
Estas obras passam a integrar o conjunto de publicações editadas pelo Município de Angra do Heroísmo, reforçando o compromisso autárquico com a promoção da cultura literária, engrandecendo e dando a conhecer o trabalho dos nossos autores.