quinta-feira, 22 de janeiro de 2026

Dia de Amigos nos Açores

 


O Dia de Amigos nos Açores:

 A Celebração da Amizade




O Dia de Amigos, celebrado numa quinta-feira, é uma das tradições mais emblemáticas dos Açores. Este dia, exclusivamente dedicado aos homens, marca o início das festividades carnavalescas e reflete o espírito comunitário e descontraído que caracteriza a cultura açoriana.

Uma Tradição de Convívio e Alegria

O Dia de Amigos é uma oportunidade para reforçar os laços de amizade masculina. Grupos de amigos, colegas de trabalho e familiares masculinos juntam-se para momentos de confraternização que podem variar entre almoços, jantares ou simples encontros em cafés e tascas locais.




Além do convívio à mesa, o humor e as brincadeiras são elementos indispensáveis. Não é raro que os grupos organizem pequenas partidas ou trocas de presentes humorísticos, refletindo o carácter descontraído e alegre deste dia.

Testamentos Humorísticos e Sátira Social

Uma das tradições mais interessantes do Dia de Amigos nos Açores é a leitura de “testamentos” humorísticos. Estes textos, escritos de forma satírica, são uma forma de brincar com as características ou histórias pessoais dos participantes, sempre num tom leve e divertido. Os testamentos têm como objetivo provocar risadas e criar um ambiente de camaradagem, reforçando os laços entre amigos.

O Contexto Cultural Açoriano




Nos Açores, onde o Carnaval é vivido de forma intensa e cheia de simbolismo, o Dia de Amigos ganha um destaque especial. Em ilhas como a Terceira, onde os bailinhos e danças de Carnaval têm um peso significativo, este dia funciona também como um aquecimento para as festividades que se aproximam.

As celebrações estão profundamente enraizadas na cultura local e são transmitidas de geração em geração, preservando a identidade açoriana. O Dia de Amigos é, portanto, mais do que um momento de convívio: é uma expressão de pertença e de valorização das relações interpessoais, um reflexo do espírito acolhedor e solidário das gentes das ilhas.


Um Convite à Celebração

Para quem visita os Açores durante o Carnaval, participar no Dia de Amigos é uma oportunidade única de vivenciar esta tradição de perto. Entre boa comida, risadas e a calorosa hospitalidade açoriana, este dia é uma janela para a autenticidade e para o profundo valor dado às amizades na cultura local.



Assim, o Dia de Amigos não é apenas um marco no calendário festivo açoriano, mas também um testemunho da alegria de viver que define a essência do arquipélago.

In: Publicado no Jornal dos Açores 9 (06-02-2025)





quarta-feira, 21 de janeiro de 2026

Ferreira Drummond (1796-1858)






FRANCISCO FERREIRA DRUMMOND


Igreja Matriz de São Sebastião





Brasão de Armas
da família Drummond
Francisco Ferreira Drummond nasceu na vila de S. Sebastião (Terceira), a 21 de Janeiro de 1796, tendo sido baptizado, na respectiva Matriz, a 27 desse mesmo mês.

Era filho de Tomé Ferreira Drumond, lavrador abastado, e Rita de Cássia, ambos residentes na Vila de S. Sebastião, em cuja Matriz foram também baptizados.


A família Drumond estava, então, intimamente ligada ao magistério primário e à governança da Vila de S. Sebastião, tendo a presidência da Câmara sido ocupada por seu pai (em 1821). O seu irmão, o capitão de ordenanças José Ferreira Drumond, dominou a vida política local durante várias décadas.




Ferreira Drumond desde a infância que revelou decidida vocação para as letras e para a música. Depois da instrução primária, estudou latim, lógica e retórica (disciplinas próprias do ensino da mocidade culta de então e as únicas disponíveis na sua vila natal). Muito estudioso, procurou constantemente aumentar a sua instrução literária e artística, o que lhe foi facilitado pelo meio familiar em que viveu.







Com apenas 15 anos, foi nomeado para o cargo de organista da Matriz da Praia.
Cedo aderiu à causa liberal, tendo sido eleito pelo novo sistema constitucional, em 1822, secretário da Câmara Municipal de S. Sebastião. Tal eleição valeu-lhe grandes dissabores, tendo, para escapar às perseguições dos absolutistas, fugido da Terceira, durante a noite, numa embarcação que o levou à ilha de Santa Maria, de onde passou a Ponta Delgada, dali partindo, com passagem pela Madeira, para Lisboa.

Depois de um ano de exílio voltou à Terceira, tendo participado activamente em todo o desenrolar da guerra civil nesta ilha, que depois tão bem descreveu nos seus Anais da Ilha Terceira.

Desempenhou, ainda em S. Sebastião, os cargos de escrivão dos órfãos, secretário da Administração do Concelho, e tabelião. Em 1836 foi eleito Presidente da referida Câmara, tendo desempenhado essas funções até 1839. Nesse ano foi eleito Procurador à Junta Geral.

Exerceu também, durante vários anos, o cargo de Provedor da Santa Casa da Misericórdia.

Distinguiu-se na luta contra a extinção do concelho de S. Sebastião, extinção que, em boa parte graças à sua actividade, apenas se consumou em 1 de Abril de 1870, apesar de decretada em 24 de Outubro de 1855.

Algumas das mais importantes obras da antiga Câmara de S. Sebastião foram iniciativa sua, nomeadamente a captação das nascentes do Cabrito e o seu aproveitamento para moagem, naquela época a maior obra hidráulica da Terceira e uma das maiores dos Açores.

Monumento no Rossio
Vila de São Sebastião




Faleceu em 11 de Setembro 1858, contando 63 anos incompletos de idade, na casa que tinha aforado da Santa Casa da Misericórdia, na Travessa da Misericórdia, onde hoje está a lápide comemorativa. 

Francisco Ferreira Drumond foi homenageado em 1951 com um pequeno monumento localizado no Rossio, Vila de S. Sebastião.

O seu trabalho histórico ocupa um lugar cimeiro na historiografia açoriana, sendo a base de boa parte das obras sobre a história dos Açores, em particular sobre a história da ilha Terceira.











Obras publicadas





Memória Histórica da Capitania da Praia da VitóriaEditado pela Câmara Municipal da Praia da Vitória em 1846, Praia da Vitória. A obra foi reeditada inserta na colectânea Memória Histórica do Horrível Terramoto de 15.VI.1841 que Assolou a Vila da Praia da Vitória, edição e da Câmara Municipal da Praia da Vitória, 1983.


Anais da Ilha Terceiraobra escrita segundo o critério cronológico típico dos Anais, cobrindo o período desde a descoberta e povoamento da ilha até 1850. Foi oferecida à Câmara Municipal de Angra do Heroísmo, que a editou em 4 volumes, contendo 510 de documentos. O volume I foi publicado em 1850; o vol. II em 1856; o III em 1859; e o IV, póstumo, em 1864. Reeditado, em fac-símile da edição original, pela Secretaria Regional da Educação e Cultura, Angra do Heroísmo, 1981.

Apontamentos Topográficos, Políticos, Civis e Eclesiásticos, para a História das Nove Ilhas dos Açores - obra inacabada deixada em manuscrito. Após um conturbado percurso, a obra foi editada em 1990 pelo Instituto Histórico da Ilha Terceira, Angra do Heroísmo.









A ascendência de Drummond
Visite em: Drummond



quarta-feira, 14 de janeiro de 2026

USK TERCEIRA (ENCONTRO ATLÂNTICO)

 


O movimento Urban Sketching nasceu da paixão de amadores e profissionais por registar o mundo, um desenho de cada vez. Com milhares de membros e centenas de grupos espalhados pelos cinco continentes, esta comunidade global celebra a diversidade de estilos, a criatividade espontânea e a partilha de olhares únicos sobre ambientes urbanos e rurais.

O Atlântico, mais do que um oceano, é uma vasta via de encontro de culturas e histórias. Nas suas margens, povos e ideias cruzaram-se ao sabor das Grandes Navegações, deixando um património de trocas artísticas e culturais que ainda hoje nos inspira.

No centro desta epopeia, os Açores destacam-se como ponto de convergência entre a Europa, as Américas e a África. Em particular, a Ilha Terceira sobressai por ter sido uma passagem obrigatória dessas longas jornadas, o que lhe conferiu uma riqueza histórica e patrimonial singular, e que levou à constituição do seu próprio grupo de Urban Sketchers.

É nesta confluência de histórias, técnicas e perspetivas que o Encontro Atlântico de Urban Sketchers assume um papel emblemático: de 21 a 24 de agosto de 2025, artistas de diferentes origens e estilos reuniram-se para desenhar, aprender uns com os outros e criar memórias comuns. Este encontro simboliza a força de uma comunidade que ultrapassa fronteiras geográficas e linguísticas, unida pela paixão pelo desenho e, nesta ocasião, pelo Atlântico.

Texto de Rúben Quadros Ramos



Carimbo comemorativo do evento


Bilhete-postal Máximo
2025-08-24 - Encontro Atlântico USK
Desenho de Manuel Martins (USK-Terceira)


Selo personalizado comemorativo



Frente do bilhete-postal



A mesa foi composta por:
Sr. Manuel Meneses Martins, presidente da USK Terceira
Dr. Jorge Paulo Bruno, Diretor do Museu de Angra
Sr. Rui Castro, representante dos CTT em Angra do Heroísmo
António Armindo Couto, presidente do NFAH










MANUEL MENESES MARTINS

14 de fevereiro de 1953 - 14 de janeiro de 2026

NOTA DE PESAR

A Associação Urban Sketchers Ilha Terceira comunica, com profunda tristeza, o falecimento de Manuel Meneses Martins.
É com grande consternação que nos despedimos de um dos principais impulsionadores do movimento Urban Sketchers na Ilha Terceira, cuja dedicação e entusiasmo marcaram de forma duradoura a nossa associação. A Manuel devemos inúmeros momentos de partilha e alegria: encontros de desenho que se transformavam em verdadeiros momentos de aprendizagem, a generosidade com que partilhava o que sabia e a forma aberta e afável com que acolhia cada pessoa.
Hoje perdemos não só um amigo, mas também um exemplo de entrega à arte. O Manuel viveu a criação artística com paixão e autenticidade, explorando diferentes linguagens e estilos.
Fica a memória de um homem gentil, generoso e talentoso, que fez da arte um gesto de partilha e proximidade. A sua ausência deixa um vazio difícil de nomear, mas também uma herança de amizade, inspiração e humanidade que continuará a viver entre nós.





EVENTOS PASSADOS

(Parcerias USK-Terceira/NFAH)


Bilhete-postal Máximo
2018-07-02 - 1.º Encontro de Postcrossing nos Açores
Desenho de Emanuel Félix (USK-Terceira)




Inteiro Postal
2020-10-04 - 90 anos da Aviação nos Açores (O Açor)
Desenho de Manuel Meneses Martins (USK-Terceira)




Bilhete-postal

2020-11-04 - Lançamento do livro USK - Terceira
Por ocasião do "Outono Vivo" na Praia da Vitória
Desenho de Emanuel Félix (USK-Terceira)



Bilhete-postal
2021-07-25 - Batalha da Salga (440 anos)
Pintura do Manuel Meneses Martins (USK-Terceira)



Bilhete-postal
2022-03-01 - Centenário da AHBVAH
Desenho de Emanuel Félix (USK-Terceira)


Bilhete-postal
2023-06-09 - Geminação das Vilas de
Aljubarrota e São Sebastião
Desenho da Matriz da Vila de São Sebastião
de Emanuel Felix (USK-Terceira)


terça-feira, 6 de janeiro de 2026

Dia de Reis (6 de Janeiro)





*** DIA DE REIS E O NATAL NA UCRÂNIA ***

A 6 de Janeiro celebra-se o Dia de Reis e o Natal Ortodoxo.

O NFAH edita o seu primeiro bilhete-postal de 2023 onde consta, no anverso, um poema de Maria de Lurdes Freitas, e uma aguarela, no verso, de Virgílio Toste, alertando para a realidade presente, registando a nossa solidariedade com o povo ucraniano.

É estampilhado com o selo, edição especial, dos Correios de Portugal que, segundo consta, já se encontra esgotado, e obliterado com a marca do dia de Angra do Heroísmo.



6 de Janeiro a Igreja celebra a adoração dos Reis Magos, conhecida como Epifania. Popularmente a ocasião é aproveitada para cantar os Reis, por ranchos que vão de porta em porta, desejar um bom ano. A tradição resiste na ilha Terceira.

A tradição do cantar os Reis ou Janeiras, perde-se no escuro dos tempos. Nos Açores há referências escritas e seguras a esta tradição popular para o séc. XVIII, no caso da ilha Terceira.





Como muitas tradições semelhantes, esta quase se perdeu com os ventos do 25 de Abril de 1974, mas aos poucos foi sendo recuperada. E hoje, na Terceira, depois de alguns grupos de danças e cantares tradicionais terem feito pesquisa, é possível ouvir as modas que compunham a actuação dos ranchos de Reis. Esse trabalho resultou numa reprodução quase fiel das toadas que se ouviam na primeira metade do séc. XX.

José da Lata (José Martins Pereira) proeminente cantador e tocador popular da primeira metade do séc. XX. A ele se deve o incremento das danças e cantares tradicionais da Terceira.

José da Lata (na foto) e Manuel Valentim, acompanhados com alguns músicos da Terra Chã, faziam cumprir esta tradição, visitando famílias amigas por todas as freguesias. Outros ranchos se faziam também ouvir ao redor da ilha.

Rancho de "Reises" do grupo de folclore MODAS DA NOSSA TERRA, da ilha Terceira. Uma das raras representações dos ranchos de antigamente, obedecendo em tudo à tradição, desde as vestes até às modas que eram interpretadas.

Hoje, a tradição só não é o que era, como descambou, misturando em desfiles organizados por câmaras municipais, os verdadeiros (poucos) ranchos de Reis, com grupos de igreja que vêm à rua, no mesmo dia, entoar cânticos de louvor à virgem e ao Menino Jesus, fora do contexto dos ranchos tradicionais. 




Por muito boa que fosse a intenção das Câmaras Municipais na promoção da tradição (e a da Praia da Vitória, por exemplo, a um tempo, foi louvável), a verdade é que os desfiles de ranchos transmitem uma imagem errada da mesma. Estes ranchos (os verdadeiros) cantam à porta da moradia e não são objecto de desfile. Talvez que as câmaras pudessem virar a página promovendo a recuperação da tradição genuína e incentivar os grupos a actuarem em cenário natural, de porta em porta. Seria uma valorização assinalável desta bonita manifestação.



Os ranchos de Reis eram compostos só por homens, trajando roupa costumeira e cobertos do frio com um xaile negro e chapéu. Na mão, levavam um bordão. Uns cantavam e outros tocavam. Um deles levava a candeia que alumiava nas ruas e canádas escuras, por onde o rancho passava. Em muitos casos, um cão precedia o grupo e dava o primeiro sinal de chegada. As modas eram sempre as mesmas e saudavam os donos da moradia, desejando um bom ano, pedindo licença para entrar, dançando no meio da casa e despedindo-se com a promessa de voltar no ano seguinte.


As velhas e características toadas eram magistralmente interpretadas a três vozes, sendo uma delas muita aguda, exigindo uma potente garganta. A esta o povo chamava a” voz de tripa”. No meio da casa havia iguarias e bebidas também tradicionais, para retemperar as forças e encorajar o rancho a partir para outra visita. Para o povo era uma honra receber os Reis.



Finalmente, uma referência para a preservação da tradição no sul do Brasil, para onde foi replicada pela grande vaga de emigração dos Açores para Santa Catarina e Rio Grande do Sul. Hoje persistem naquelas paragens os “terno de Reis”, com a mesma composição, versos e toadas levadas há 250 anos! Por aqui se vê a antiguidade de uma das mais genuínas tradições populares da Terceira e dos Açores.

Texto de Victor Alves in FB









A HISTÓRIA DOS REIS MAGOS










Quem foram os Reis Magos?

A história dos reis magos é narrada na Bíblia, no Evangelho de S.Mateus. A descrição presente na Bíblia não apresenta detalhes sobre eles, refere a sua origem como sendo o Oriente. Não é possível confirmar que tenham existido.

Os reis viram uma estrela, a estrela de Belém e foram guiados até ao local onde se encontrava Jesus. Ao encontrarem Jesus ofereceram-lhe três presentes: ouro, mirra e incenso.
Mas estamos mesmo a falar de reis?

A Bíblia não os designa como reis . Utilizam-se os termos “magos”, “sábios”, “homens que estudavam estrelas". O termo “magos” poderia ser uma referência a homens estudiosos, a astrónomos.
Na tradição cristã designam-se os magos como reis. Os historiadores não sabem explicar como tal aconteceu e nem o momento específico, mas acredita-se que a utilização de “reis” para referir-se aos magos terá acontecido entre o final da Antiguidade Clássica e o início da Idade Média.



Qual a origem dos magos?

A Bíblia refere que os magos vinham do Oriente, um documento escrito por um Doutor da Igreja de meados do século VII, São Beda, o Venerável, menciona os locais de origem dos magos. Estes locais são: Ur, na terra dos Caldeus, para o caso de Melchior (também conhecido como Belchior); regiões próximas do Mar Cáspio para Gaspar, e proximidades do Golfo Pérsico para Baltasar. Segundo esse relato, os magos são originários da Babilónia, Pérsia e Arábia, mas, certezas não existem. Para São Beda, assim como para os demais Doutores da Igreja que falaram deles, os magos representavam três raças humanas, em idades diferentes.


Os magos eram mesmo três?

Também não se sabe. Foram oferecidos três presentes a Jesus e a tal facto associou-se a ideia de 3 magos. Existem estudos realizados em documentos antigos que sugerem a existência de outros magos, no entanto tal não pode ser confirmado. Existem relatos que referiam que os magos eram doze, assim como os apóstolos, outros sugerem que eles eram quatro.


Os restos mortais dos reis magos estão em Colónia?

Quem visita a catedral de Colónia, na Alemanha,é informado de que ali repousam os restos dos reis magos. De acordo com uma lenda medieval, teria ocorrido um reencontro dos magos mais de 50 anos depois do primeiro Natal, na Turquia, onde viriam a falecer. Posteriormente os seus corpos foram levados para Milão, onde permaneceram até o século XII, quando o imperador germânico Frederico Barba - Roxa levou os restos mortais para Colónia.



E qual o significado dos presentes oferecidos?

A Bíblia refere que os magos levaram ouro, incenso e mirra quando visitaram Jesus Cristo. Todos estes presentes têm um simbolismo: o primeiro, evidentemente, corresponde a um rei; o incenso é usado no sacrifício a Deus; a mirra, embalsama os corpos dos mortos. Ao oferecer ouro a Jesus, os magos estavam a mostrar que o consideravam “rei dos judeus”. O incenso simboliza a seiva da vida e os aromas com que os crentes costumavam orar. Quanto à,mirra é uma erva, produzida por uma árvore com espinhos africana. Era usada para curar feridas e também na prática do embalsamamento no Egito. Quando Jesus foi crucificado, a mirra terá sido usada para embalsamar o seu corpo.



Fonte: Blogue Estórias da História








quarta-feira, 31 de dezembro de 2025

Feliz Ano Novo (2026)







FELIZ ANO NOVO
(que 2026 não seja uma desilusão*)

*As imagens inseridas são ilusões.

A celebração do evento é também chamado reveillon, termo oriundo do verbo francês réveiller, que em português significa "DESPERTAR".








A passagem de Ano Novo é o fim de um ciclo, início de outro. É um momento sempre cheio de promessas. E os rituais alimentam os sonhos e dão vida às celebrações. No mundo inteiro o Ano Novo começa entre fogos de artifício, buzinadas, apitos e gritos de alegria. A tradição é muito antiga e, dizem, serve para espantar os maus espíritos. As pessoas reúnem-se para celebrar a festa com muitos abraços.

Vestir uma peça de roupa que nunca tenha sido usada combina com o espírito de renovação do Ano Novo. O costume é universal e aparece em várias versões, como trocar os lençóis da cama e usar uma roupa de baixo nova.







O ano novo só se consolidou na maioria dos países há 500 anos. O tradicional Réveillon comemorado na maioria dos países na passagem do dia 31 de Dezembro para o dia 1.º de Janeiro é relativamente recente. As comemorações de Ano Novo variam de cultura a cultura, mas universalmente a entrada do ano é festejada mesmo em diferentes datas. O nosso calendário é originário dos romanos com a contagem dos dias, meses e anos. Desde o começo do século XVI, o Ano Novo era festejado em 25 de Março, data que marcava a chegada da primavera. As festas duravam uma semana e terminavam no dia 1.º de Abril.







O Papa Gregório XIII instituiu o 1.º de Janeiro como o primeiro dia do ano, mas alguns franceses resistiram à mudança e quiseram manter a tradição. Só que as pessoas passaram a pregar partidas e ridicularizar os conservadores, enviando presentes estranhos e convites para festas que não existiam. Assim, nasceu o Dia da Mentira, que é a falsa comemoração do Ano Novo.











A primeira comemoração conhecida, ocorreu na Mesopotâmia por volta de 2.000 AC. Na Babilónia, a festa começava na lua nova indicando o equinócio da primavera, ou seja, um dos momentos em que o Sol se aproxima da linha do Equador período em que os dias e noites tem a mesma duração. No calendário actual, isto ocorre em meados de Março (mais precisamente em 19 de Março, data que os espiritualistas comemoram o ano-novo esotérico).



Os assírios, persas, fenícios e egípcios comemoravam o ano novo no mês de Setembro (dia 23). Já os gregos, celebravam o início de um novo ciclo entre os dias 21 ou 22 do mês de Dezembro.

Os romanos foram os primeiros a estabelecerem um dia no calendário para a comemoração desta grande festa (753 AC – 476 DC). O ano começava em 1.º de Março, mas foi trocado em 153 AC para o 1.º de Janeiro e mantido no calendário Juliano, adoptado em 46 AC. Em 1582 a Igreja consolidou a comemoração, quando adoptou o calendário gregoriano.



A comemoração ocidental tem origem num decreto do governador romano Júlio César, que fixou o 1.º de Janeiro como o Dia do Ano-Novo em 46 AC. Os romanos dedicavam esse dia a Jano, o deus dos portões. O mês de Janeiro, deriva do nome de Jano, que tinha duas faces - uma voltada para frente e a outra para trás.




Alguns povos e países comemoram em datas diferentes. Ainda hoje, na China, a festa da passagem do ano começa em fins de Janeiro ou princípio de Fevereiro. Durante os festejos, os chineses realizam desfiles e shows pirotécnicos. No Japão, o ano-novo é comemorado do dia 1 de Janeiro ao dia 3 de Janeiro.




A comunidade judaica tem um calendário próprio e sua festa de ano novo ou Rosh Hashaná, – “A festa das trombetas” -, dura dois dias do mês Tishrê, que ocorre em meados de Setembro ao início de Outubro do calendário gregoriano.
Para os islâmicos, o ano-novo é celebrado em meados de Maio, marcando um novo início. A contagem corresponde ao aniversário da Hégira (em árabe, emigração), cujo Ano Zero corresponde ao nosso ano de 622, pois nesta ocasião, o profeta Maomé, deixou a cidade de Meca estabelecendo-se em Medina.






Feliz 2026!

Que se tenham despedido do ano velho com muita alegria e recebam o novo ano com muita esperança.