terça-feira, 24 de abril de 2018

José Rodrigues Ribeiro (1918-2001)

José Rodrigues Ribeiro

(Rei Bori)

Nasceu na  Ribeira Seca, ilha de S. Jorge, em 1918 e faleceu em Angra do Heroísmo a 30.04.2001.

Fez uma carreira militar no Exército na classe de sargentos, com sucessivas comissões no ultramar, primeiro no Estado da Índia (1951 e 1956) onde já então se interessou por livros e jornais, tendo fundado em Goa um jornal de campanha, Ocidente, e posteriormente na Guiné (1959-1963).~

 



De regresso aos Açores continuou o seu serviço no castelo de S. João Baptista onde fundou outro jornal, O Castelo e voltou ainda ao ultramar, agora a Moçambique, onde voltou a fundar um jornal da unidade, Dragões de Rovuna. Foi sempre um coleccionador de selos e de moedas (colecção vendida ao Museu de Angra?).

 


Prestou colaboração assinalável em instituições cívicas e caritativas da ilha Terceira, na Confederação Operária Terceirense (1949), na Conferência de S. Vicente de Paula (1956), na Lusitana Sport Club (1965), na Associação de Futebol, na Fanfarra Operária Terceirense (1967) e no Rádio Clube de Angra (1977), onde foi responsável pela informação.
 
Com a revolução de 25 de Abril filiou-se no então Partido Popular Democrático (PPD) e nas listas deste partido foi eleito presidente da Junta de Freguesia da Conceição de Angra (1979), deputado à Assembleia Regional pelo círculo de S. Jorge, para a II Legislatura (1980-1984) e membro da Assembleia Municipal de Angra do Heroísmo em dois mandatos (1986 e 1990), tendo presidido a esta Assembleia na segunda eleição.
 
Foi fundador e redactor do Boletim Municipal da Câmara de Angra do Heroísmo (1986-1991) e colaborador assíduo dos jornais citadinos.




Dedicou-se ao estudo e divulgação da história do jornalismo e da corografia, primeiro africana, tendo elaborado obras que ficaram inéditas, mas que mereceram louvores das chefias militares que lhe atribuíram a Medalha dos Serviços Distintos: Grupos Tribais de Moçambique (1972), Divisão Administrativa Civil e Militar de Moçambique (1971), Dicionário Corográfico de Moçambique (1973) e posteriormente já nos Açores passou a escrever sobre corografia das ilhas.
 
Usou o pseudónimo de Rei Bori, anagrama do seu apelido. J. G. Reis Leite
 
 
 

Obras principais. (1979), Dicionário Corográfico dos Açores. Angra do Heroísmo, Secretaria Regional da Educação e Cultura. (1998), Dicionário Toponímico, Ecológico, Religioso e Social da Ilha Terceira. Angra do Heroísmo, edição do autor. (1985), História dos jornais editados em S. Jorge. Angra do Heroísmo, edição do autor.
 
Bibl. Mota, V. (2001), In memoriam. Diário Insular, Angra do Heroísmo, 6 de Maio.