domingo, 12 de novembro de 2017

Confraria da Alcatra da Ilha Terceira



Confraria da Alcatra
da Ilha Terceira

(Fundada a 1 de Abril de 2005)

Grão-Mestre: Duarte Fournier

Prato Típico

Alcatra

 
Alcatra da Ilha Terceira

A Alcatra é o prato típico da ilha Terceira mais conhecido e teve a sua origem no próprio povoamento desta magnífica ilha.

Os primeiros povoadores eram oriundos de Trás-os-Montes, onde por lá existe um prato que possui semelhanças com a Alcatra, prato esse de nome Chanfana.

Antigamente a Alcatra fazia parte da mesa dos senhorios, daqueles que tinham posses suficientes para conseguir confeccionar este prato.

Atualmente a Alcatra é uma peça fundamental na ementa das Funções do Espírito Santo na Terceira. Existem várias versões para esta receita, mas um dos grandes enigmas que está presente é se esta bela receita era confecionada com Vinho de Cheiro. Pois bem, a Alcatra já fazia parte das ementas das pessoas mais abastadas muito antes de existir vinho de cheiro, portanto, a receita original deste prato é confecionada com Vinho Verdelho dos Biscoitos.

Muitos peritos neste prato conseguem, apenas visualizando, saber se esta foi confecionada com Vinho de Cheio, pois esta ganha uma cor mais escura, não ficando, obviamente, com o sabor da receita original.

Hoje em dia, já se confeciona este prato, não só de carne mas também de peixe, de feijão ou outro.


 

Sopas de Espírito Santo

 


As sopas de Espírito Santo são sopas açorianas que tiveram a sua origem devido aos impérios.

Estas sopas são confecionadas com pão seco que é posteriormente coberto com a água que cozeu a carne. É também adicionada hortelã e outros condimentos.

Estas sopas são, por tradição, servidas nas Funções do Divino Espírito Santo, ou seja, uma refeição que é servida a um determinado número de convidados.

Para além destas sopas, é incluída na ilha Terceira, a famosa Alcatra de Carne. Por fim, ainda é servido o Arroz Doce.

Em todas as ilhas é possível comer estas sopas, todavia a receita vai variando de ilha para ilha e até mesmo de freguesia para freguesia.

Doçaria

Donas Amélias

 

As Donas Amélias são um doce conventual terceirense e, foi adaptado a uma receita que já existia,  O Bolo das Índias, que é confecionado também com especiarias, devido à visita do Rei D. Carlos e da Rainha  Amélia à ilha, no ano de 1901. 

Por quererem abrilhantar a Rainha Dona Amélia, deram o seu nome ao novo doce criado, ficando então conhecido por toda a parte.

São um doce que para além de ovos e açúcar, possui, na sua receita, especiarias, visto que a ilha se encontrava nessas rotas.

Alfenim







O Alfenim é um doce conventual que é muito utilizado nas tradicionais Festas do Senhor Espírito Santo. É um doce, normalmente, de cor branca e é moldado de forma a ficar um boneco, um animal, flores ou outros.

O Alfenim é um doce que tem por base o açúcar e diz-se que era um dos doces orientais, muito popular em Portugal nos finais do século XV, inicio do século XVI, pois existem relatos em obras de Gil Vicente. Com o passar dos anos, a doçaria conventual apropriou-se do Alfenim sendo que, trabalhou e melhorou aquilo que na altura existia.

Este doce veio para os Açores através dos Mouros que por aqui se fixaram, ficando então o Alfenim conhecido pelas ilhas dos Açores, principalmente do grupo central, todavia a que ainda continua a manter a tradição é a ilha Terceira, onde ainda se podem encontrar verdadeiros especialistas, pois hoje em dia já fazem de tudo um pouco, até réplicas de Touradas à Corda.

Antigamente uma oferta de uma peça de alfenim era uma oferta de luxo, e teria de estar presente nas melhores mesas, como uma mesa de noivos. Hoje em dia é muito utilizado para o pagamento de promessas, em que são moldadas por exemplo, órgãos do corpo humano.


Arroz Doce
 
 

A Receita

Numa panela antiaderente junta-se o leite, a água, a manteiga, o sal e a raspa de limão e deixa-se levantar fervura. Introduz-se o arroz lavado e escorrido.

Após algum tempo de fervura e redução do líquido adiciona-se o açúcar e mexe-se com uma colher de pau para misturar bem.

Batem-se os ovos (clara gema) muito bem e arreda-se o tacho do lume por uns momentos. Incorporam-se os ovos lentamente e mexendo sempre com a colher, para evitar que talhem.

Volta-se a colocar o tacho ao lume, mexendo sempre para ligar bem e secar mais um pouco.

Estando pronto colocar numa travessa e enfeitar com canela em pó.

Autora: Azoriana
 

Gastronomia Açoriana
na Filatelia Portuguesa

 
VAMOS CELEBRAR A ALCATRA!
Selo Personalizado
Dia da Gastronomia Portuguesa
Terceira, 29 de maio de 2016
 

Sobrescrito comemorativo da
Festa da Alcatra na ilha Terceira
Praia da Vitória, 2016-05-29

 
 
 
Mel - Terceira
 
 
Mel - São Miguel
 
Mel - São Jorge, Pico, Santa Maria e Flores


 
 
Pão de milho
 

Polvo Guisado
 



Torresmos



Queijo de São Jorge
 
 
Queijo do Pico
 
 
 

Ananás


Maracujá
 

Queijada de Vila Franca do Campo